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Polícia Civil conclui inquérito sobre morte de agentes assassinados por colega de farda

Resultado das investigações será detalhado em coletiva nesta quarta-feira (17); crime ocorreu em maio, em Delmiro Gouveia

Por Redação 17/06/2026 08h19
Polícia Civil conclui inquérito sobre morte de agentes assassinados por colega de farda
Policiais foram mortos por colega de farda - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que investigou o assassinato dos agentes Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, mortos no dia 20 de maio deste ano por um colega de corporação no município de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano. A conclusão do procedimento foi anunciada nesta quarta-feira (17), e os detalhes serão apresentados em entrevista coletiva na sede da Delegacia Geral, em Maceió.

De acordo com a Polícia Civil, os dois agentes foram mortos dentro de uma viatura por Gildete Goes Moraes Sobrinho, que também integrava a corporação e atuava na mesma região das vítimas. O suspeito foi preso em flagrante logo após o crime.

As investigações tiveram duração de aproximadamente um mês e foram conduzidas por uma comissão especial de delegados, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Civil. O objetivo foi esclarecer a dinâmica do duplo homicídio, além de identificar a motivação e as circunstâncias que levaram aos disparos.

Na época do crime, a cúpula da Segurança Pública informou que os agentes foram atingidos por disparos fatais na região da cabeça, sem possibilidade de reação. A perícia apontou que um dos policiais foi baleado na têmpora e o outro na nuca, dentro da viatura em que os três viajavam.

Segundo a versão apresentada inicialmente pelo autor, ele teria sofrido um “apagão” e alegou não se recordar dos momentos em que ocorreram os assassinatos. Em depoimento, afirmou lembrar apenas do deslocamento entre Piranhas e Delmiro Gouveia, antes de relatar uma suposta perda de memória sobre os acontecimentos.

As investigações apontaram que os policiais retornavam de uma diligência realizada na região quando o crime ocorreu. O caso foi tratado desde o início como homicídio qualificado, em razão da impossibilidade de defesa das vítimas.

A Polícia Civil informou que as conclusões do inquérito, incluindo a motivação identificada e a reconstituição final dos fatos, serão divulgadas oficialmente durante a coletiva marcada para esta quarta-feira.