Polícia

Corregedoria da PM apura denúncia de furto entre policiais dentro de batalhão em Delmiro Gouveia

Cabo é investigada por supostamente subtrair cartões bancários de colega de farda e realizar compras não autorizadas

Por Redação 11/06/2026 09h25
Corregedoria da PM apura denúncia de furto entre policiais dentro de batalhão em Delmiro Gouveia
Cabo é investigada por supostamente subtrair cartões bancários de colega de farda e realizar compras não autorizadas - Foto: Reprodução

A Corregedoria da Polícia Militar de Alagoas instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta de uma cabo da corporação suspeita de furtar cartões bancários e uma carteira funcional pertencentes a outra policial militar. O caso teria ocorrido em dezembro de 2025, nas dependências do 9º Batalhão da PM, em Delmiro Gouveia.

Segundo a investigação, a vítima e a suspeita estavam de serviço e utilizavam o mesmo alojamento feminino da unidade. A policial relatou que percebeu o desaparecimento dos pertences ao se preparar para retornar a Maceió. Conforme o relato, a bolsa permaneceu sem supervisão apenas durante o horário de almoço e enquanto ela descansava no alojamento.

Ainda de acordo com os autos, a vítima recebeu notificações de movimentações financeiras não reconhecidas em seu cartão de débito nas primeiras horas da manhã. As transações, realizadas em sequência, totalizaram R$ 450.

As apurações conduzidas pela Polícia Civil rastrearam a conta que recebeu os valores das operações. Conforme a investigação, informações obtidas junto à plataforma de pagamentos utilizada nas transações e dados telemáticos analisados pelos investigadores apontaram vínculos entre a conta destinatária e a policial investigada.

O inquérito também reuniu informações sobre o horário em que a suspeita deixou o batalhão. De acordo com o oficial de serviço ouvido no procedimento, a militar solicitou liberação antecipada naquela manhã alegando necessidade de viajar para a Bahia. As compras contestadas teriam sido registradas minutos antes do horário de saída informado.

Durante as diligências, os investigadores ainda identificaram registros anteriores envolvendo o nome da policial em ocorrências registradas no estado da Bahia. O material passou a integrar o conjunto de informações analisadas pela apuração militar.

A Corregedoria da PM prossegue com as investigações e aguarda novas diligências, incluindo o cumprimento de carta precatória em outro estado para esclarecer a titularidade da conta utilizada nas movimentações financeiras. Conforme o procedimento, a conduta investigada foi enquadrada, em tese, nos crimes de furto qualificado, estelionato e prevaricação. Até a conclusão do inquérito, a policial é considerada investigada e tem assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório.