Polícia

Operação interestadual combate tráfico de aves silvestres no Nordeste

Mandados cumpridos na Bahia e Pernambuco resultam em prisões e apreensão de centenas de pássaros

Por Tribuna Hoje com Ascom PM/AL 12/05/2026 13h37
Operação interestadual combate tráfico de aves silvestres no Nordeste
Duas pessoas foram presas em flagrante, quando se preparavam para realizar o transporte das aves - Foto: Cortesia

Uma operação conjunta dos Ministérios Públicos de Alagoas (MPAL), Bahia (MPBA) e Pernambuco (MPPE) foi deflagrada nesta terça-feira (12) para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico de animais silvestres. A ação, batizada de “Ninho de Falcão”, cumpriu mandados de busca e apreensão em residências localizadas em Jaboatão dos Guararapes (PE) e Medeiros Neto (BA), visando reunir provas contra fornecedores e receptadores de grandes quantidades de aves.

Na Bahia, foram apreendidos 373 pássaros, incluindo canários-da-terra, papa-capins, cardeais, azulões, trinca-ferros, periquitos e corrupiões. Duas pessoas foram presas em flagrante ao tentarem transportar as aves.

A operação contou com a coordenação dos Grupos de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) dos três estados, além do Centro Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Ceama/BA), Núcleo do Meio Ambiente do MPAL, Núcleo de Gestão da Informação e Promotoria de Justiça de São Sebastião (AL). O trabalho teve apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental de Porto Seguro (Cippa/BA) e da 44ª Companhia Independente da Polícia Militar de Medeiros Neto.

Segundo as investigações, iniciadas há mais de um ano após a prisão de um traficante em Alagoas, a rede criminosa atua na captura de milhares de aves na Bahia, que são encaminhadas para receptadores em Pernambuco mediante pagamento. Os investigados possuem antecedentes criminais relacionados ao tráfico de animais silvestres.

“As investigações mostram que Alagoas funciona tanto como rota quanto como destino desses animais. Além da crueldade envolvida, retirar essas aves de seus habitats naturais causa desequilíbrios ecológicos”, afirmou o promotor Kléber Valadares, do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente do MPAL.

A operação segue os parâmetros do Manual de Combate ao Tráfico de Animais da Fauna Silvestre Brasileira, elaborado pelo Conselho Nacional do Ministério Público, com apoio da Abrampa.