Polícia
Casos de feminicídio crescem em Alagoas no início de 2026, alerta Sinesp
Estado registra oito ocorrências no primeiro trimestre, segundo dados oficiais
Alagoas registrou oito casos de feminicídio, crime caracterizado pelo assassinato de mulheres em razão do gênero, nos três primeiros meses de 2026. Os dados são da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Sinesp), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
De acordo com o levantamento, metade dos casos ocorreu em Maceió. As demais ocorrências foram registradas em Arapiraca, Igreja Nova, São Brás e São Miguel dos Campos.
Em comparação com o mesmo período de 2025, houve aumento nos registros. No ano passado, foram contabilizados seis casos entre janeiro e março, também segundo o Sinesp.
A advogada Edâmara Araújo, integrante da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas, destacou que o feminicídio costuma ser o desfecho de um histórico de violências. Segundo ela, muitas mulheres enfrentam um ciclo contínuo de agressões, o que dificulta a ruptura e contribui para números elevados.
A especialista reforçou a importância de buscar ajuda e denunciar situações de violência, seja por meio de familiares, delegacias ou instituições de apoio, como forma de prevenir casos mais graves.
Mudanças na legislação
Em outubro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que endureceu as penas para feminicídio e outros crimes contra mulheres. A nova regra estabelece punições que variam de 20 a 40 anos de prisão.
A legislação também prevê aumento de pena em situações específicas, como quando a vítima está grávida ou no período pós-parto, tem menos de 14 anos ou mais de 60, ou ainda quando o crime ocorre na presença de familiares próximos.
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