Polícia

Defesa diz que suspeito foi coagido a participar de homicídio na Barra de São Miguel

Advogado afirma que cliente teria sido ameaçado por criminosos armados e não participou de série de assassinatos

Por Tribuna Hoje 07/04/2026 11h48
Defesa diz que suspeito foi coagido a participar de homicídio na Barra de São Miguel
Advogado Janor Ferreira - Foto: Reprodução

O advogado Janor Ferreira, responsável pela defesa do homem preso por suspeita de envolvimento em um dos homicídios registrados na Barra de São Miguel, afirmou que o cliente teria sido coagido a participar do crime. Em entrevista ao portal Já é Notícia, ele declarou que o suspeito foi rendido por criminosos armados e obrigado a executar a vítima.

De acordo com o advogado, o homem não é investigado pelos quatro assassinatos ocorridos no último domingo (5), mas apenas pela morte de Laudemir da Silva, de 48 anos. A defesa relata que, por volta da meia-noite, o cliente havia acabado de deixar a namorada nas proximidades de um posto de combustíveis quando foi abordado por dois indivíduos armados.

Ainda segundo a versão apresentada, os suspeitos teriam obrigado o homem a se deslocar até a Barra de São Miguel com o objetivo de executar a vítima, conhecida como “Didi”. A defesa sustenta que o cliente agiu sob forte ameaça e sem possibilidade de recusar.

O homem foi localizado no município de Rio Largo nesta segunda-feira (6). O advogado explicou que ele não procurou a polícia anteriormente por medo de represálias. Conforme o relato, os criminosos teriam acessado o celular do suspeito, fotografado familiares e feito ameaças de morte caso ele denunciasse o ocorrido.

Os crimes que chocaram a região aconteceram no domingo (5), quando três pessoas — dois homens e uma mulher — morreram após serem baleadas. Uma quarta vítima, também mulher, chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias dos homicídios e verificar a veracidade das informações apresentadas pela defesa.