Polícia
Justiça solta mãe acusada de matar bebê em Novo Lino e determina que responda em liberdade
Caso que mobilizou Alagoas ocorreu no interior do estado e segue em tramitação após confissão e reavaliação da prisão
A Justiça de Alagoas determinou a soltura Eduarda Silva de Oliveira, mãe acusada de matar a própria filha, a bebê Ana Beatriz, no município de Novo Lino, no interior do estado, a cerca de 100 quilômetros de Maceió. A decisão, tomada quase um ano após o crime, permite que a mulher responda ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares. E
A mulher, acusada de infanticídio (morte do próprio filho) e de ocultação de cadáver, deixou o presídio na última sexta-feira (27).
O caso ocorreu em abril de 2025 e ganhou grande repercussão após o desaparecimento da recém-nascida, que tinha apenas 15 dias de vida. Inicialmente, a mãe relatou à polícia que a criança havia sido sequestrada às margens da BR-101, no povoado Novo Eusébio, versão que mobilizou uma força-tarefa com buscas em Alagoas e Pernambuco. Um homem chegou a ser detido por estar em um veículo condizente com as características indicadas pela mulher, mas foi solto depois de provar sua inocência.
Com o avanço das investigações, no entanto, inconsistências começaram a surgir nos depoimentos. Segundo a Polícia Civil, a mãe apresentou diferentes versões ao longo do inquérito, o que levantou suspeitas e redirecionou a apuração.
Dias depois, o corpo da bebê foi encontrado no quintal da residência da família, em Novo Lino. A polícia confirmou que a criança já estava sem vida e que o corpo havia sido escondido dentro da casa.
Durante o interrogatório, a mulher confessou o crime e afirmou ter asfixiado a filha com um travesseiro. A partir disso, passou a responder judicialmente pelo caso, que ainda depende da definição do enquadramento legal — se homicídio ou infanticídio — ao longo do processo.
À época, a Justiça decretou a prisão preventiva da acusada. Agora, após reavaliação, o Judiciário entendeu que não há elementos suficientes para manter a prisão neste momento, autorizando que ela aguarde o andamento da ação fora do sistema prisional.
Mesmo em liberdade, a decisão impõe restrições, como o comparecimento obrigatório aos atos processuais e outras medidas cautelares. O descumprimento pode levar à nova decretação de prisão.
O caso segue em tramitação na Justiça, com análise de provas, depoimentos e laudos periciais que devem subsidiar a decisão final sobre a responsabilização da acusada.
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