Polícia

Polícia detalha modo de atuação de quadrilha do “bilhete premiado” presa em Maceió

Grupo utilizava Alagoas como base para golpes e foi interceptado durante tentativa de fuga para São Paulo

Por Lucas França com Tribuna Hoje 05/02/2026 14h41
Polícia detalha modo de atuação de quadrilha do “bilhete premiado” presa em Maceió
Suspeitos foram presos no Aeroporto Zumbi dos Palmares com apoio de polícias de outros estados - Foto: Divulgação


A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) passou detalhes sobre como agia a quadrilha especializada no golpe do “bilhete premiado”, presa nesta quinta-feira (5) no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió. Segundo a investigação, o grupo utilizava a capital alagoana como ponto de partida para aplicar fraudes e tentava deixar o Estado quando foi interceptado pelas forças de segurança.

Quatro suspeitos foram detidos com apoio das Polícias Civis do Rio Grande do Sul (PCRS) e da Paraíba (PCPB), além da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Dois deles possuíam mandados de prisão em aberto e tentavam embarcar para São Paulo usando documentos falsos.

Segundo a polícia, os criminosos abordavam principalmente idosos nas ruas, alegando ter um bilhete premiado e precisando de ajuda para resgatar o suposto prêmio. Eles persuadiam as vítimas a entregar dinheiro, cartões bancários e senhas, prometendo uma divisão do prêmio.

O grupo atuava de duas formas principais: em uma, exigia um “adiantamento” em dinheiro; na outra, após conquistar a confiança da vítima, coletava cartões e senhas para realizar saques e transferências. A quadrilha tinha atuação itinerante e já causou prejuízos significativos em outros estados, como na Paraíba, onde uma idosa perdeu R$ 148 mil. Em Alagoas, uma vítima reconheceu os suspeitos após ter sido abordada por eles em 2025.

Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 12 mil, nove celulares, malas, roupas e uma mini-impressora usada para falsificar bilhetes. O material será analisado para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.

Os quatro suspeitos seguem custodiados e responderão por estelionato, furto mediante fraude, organização criminosa e uso de documento falso. A polícia reforça que idosos e demais cidadãos não devem entregar dinheiro ou dados bancários a desconhecidos e podem denunciar tentativas de golpe de forma anônima.