Polícia

PF deflagra operação contra fraudes em financiamentos de veículos em Maceió

Investigação apura uso indevido de dados de terceiros para obtenção de crédito e revenda irregular de veículos

Por Tribuna Hoje com assessoria PF/AL 05/02/2026 10h39
PF deflagra operação contra fraudes em financiamentos de veículos em Maceió
Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão durante a Operação Alienação Simulada, em Maceió. - Foto: Imagem ilustrativa


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Alienação Simulada, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado à fraude na obtenção de financiamentos de veículos, por meio do uso indevido de dados pessoais de terceiros. A ação ocorreu em Maceió.

Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 13ª Vara da Justiça Federal em Alagoas. As diligências acontecem em endereços residenciais localizados na capital alagoana.

Início das investigações

O inquérito policial teve início após a comunicação de irregularidades feita pela própria instituição financeira responsável pelos financiamentos. A partir das apurações, a Polícia Federal identificou a atuação de uma associação criminosa estruturada, que aplicava de forma recorrente fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional.

De acordo com a investigação, o grupo utilizava um método conhecido como “Golpe do Finan”, que consiste na obtenção de veículos por meio de financiamentos fraudulentos, geralmente sem pagamento de entrada e em nome de terceiros. Os automóveis eram revendidos de forma imediata no mercado irregular por valores abaixo da tabela, sem que as parcelas do financiamento fossem quitadas, o que dificultava a recuperação do bem pelas instituições financeiras.

Modus operandi

As apurações indicam que o esquema contava com a participação de um funcionário da própria instituição financeira, que atuava como correspondente bancário. Ele utilizava acesso aos sistemas internos para aprovar créditos de forma irregular, em nome de pessoas que desconheciam as operações.

Paralelamente, integrantes externos da associação falsificavam documentos, criavam endereços de e-mail em nome das vítimas e utilizavam telefones pessoais para realizar assinaturas eletrônicas dos contratos. Após a aprovação do financiamento, os investigados retiravam os veículos nas revendedoras e os repassavam a receptadores, permitindo que os automóveis circulassem de forma irregular.

Crimes investigados

Os envolvidos poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de obtenção de financiamento mediante fraude, associação criminosa, estelionato e receptação. Somadas, as penas máximas previstas para os delitos podem ultrapassar 15 anos de reclusão.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo causado.