Polícia

Prisão de suspeito de mandar matar coordenador do CRB é mantida após audiência de custódia

Por Tribuna Hoje com agências 28/01/2026 14h06
Prisão de suspeito de mandar matar coordenador do CRB é mantida após audiência de custódia
O suspeito, identificado como Ruan Ferreira, de 30 anos, foi encaminhado ao Sistema Prisional - Foto: Reprodução/TV Asa Branca

A prisão do suspeito de ser o mandante do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, coordenador das categorias de base do CRB, foi mantida após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (28). A decisão foi confirmada pelo advogado de defesa, Napoleão Júnior.

O suspeito, identificado como Ruan Ferreira, de 30 anos, foi encaminhado ao Sistema Prisional após o magistrado responsável pela audiência entender que a prisão preventiva deveria ser mantida. Segundo a defesa, houve pedido para que Ruan respondesse ao processo em liberdade, sob o argumento de que os elementos que o ligam ao crime já teriam sido reunidos pela polícia, mas o pleito não foi aceito.

Napoleão Júnior afirmou que o cliente nega qualquer envolvimento como mandante do crime e também rejeita a acusação de ter pago R$ 10 mil para a execução do assassinato. De acordo com o advogado, Ruan apenas confirmou conhecer Letícia, ex-companheira de Joba, mas preferiu permanecer em silêncio ao ser questionado sobre uma possível relação entre eles.

Durante entrevista coletiva, a delegada da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Tacyane Ribeiro, informou que Ruan Ferreira é historiador, não possui antecedentes criminais e demonstrou nervosismo durante o interrogatório. Segundo ela, o suspeito respondeu apenas às perguntas iniciais de identificação, optando por não se manifestar sobre os fatos investigados.

A delegada destacou ainda que a investigação está em fase avançada e que, até o momento, não existem elementos que indiquem a participação da ex-companheira da vítima no crime. O celular da mulher foi periciado, mas nenhum conteúdo suspeito foi encontrado.

Sobre um áudio que circulou nas redes sociais, no qual Ruan pede desculpas a uma comunidade da qual faz parte, a defesa esclareceu que o material não configura confissão. Segundo Napoleão Júnior, o áudio teria sido um pedido de apoio e orações diante da repercussão do caso e da exposição do nome do suspeito, que atua como professor e possui alunos.

A Polícia Civil segue com as investigações para concluir o inquérito.