Polícia

De janeiro a novembro, Alagoas registrou quase 9 mil casos de violência doméstica contra mulheres

Apesar de alto, número apresentou queda quando comparado a 2024 (9.420); em Maceió, foram 3.920 registros, contra 3.474 no ano passado

Por Tribuna Hoje com Ascom PC/AL 29/12/2025 22h33 - Atualizado em 30/12/2025 16h56
De janeiro a novembro, Alagoas registrou quase 9 mil casos de violência doméstica contra mulheres
Na capital alagoana, os bairros com maior concentração de registros foram Cidade Universitária (452), Benedito Bentes (359), Tabuleiro do Martins (244) e Jacintinho (234) - Foto: Ascom PC/AL

Alagoas registrou 8.924 casos de violência doméstica e familiar contra mulheres entre janeiro e novembro de 2025, uma redução em relação aos 9.420 ocorridos no mesmo período de 2024. Em Maceió, foram 3.290 registros, contra 3.474 no ano anterior. Os dados foram divulgados pela Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) e mostram o impacto das ações de prevenção e repressão realizadas pela instituição.

Ao longo do ano, os municípios com maior número de ocorrências, além da capital, foram Arapiraca (987 casos) e Rio Largo (276). Em Maceió, os bairros com maior concentração de registros foram Cidade Universitária (452), Benedito Bentes (359), Tabuleiro do Martins (244) e Jacintinho (234).

De acordo com a coordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), delegada Ana Luiza Nogueira, os números reforçam a importância da atuação da Polícia Civil no combate à violência de gênero. “Esses números refletem o trabalho contínuo da Polícia Civil no acolhimento às vítimas, na investigação qualificada e na responsabilização dos agressores. Temos avançado não apenas na repressão, mas também na prevenção, garantindo que as mulheres tenham acesso rápido à proteção e à Justiça”, afirmou.

Entre os crimes mais frequentes em 2025 estão ameaça, lesão corporal, injúria, perseguição e descumprimento de medida protetiva de urgência. A faixa etária predominante das vítimas é de 25 a 29 anos, com 1.655 ocorrências.

No mesmo período, foram solicitadas 5.197 medidas protetivas de urgência e realizadas 2.628 prisões de agressores, número superior ao de 2024 (2.292 prisões). As operações Shamar e Frida I e II também tiveram impacto direto na repressão aos crimes e na proteção das vítimas.

O trabalho integra as diretrizes da gestão do delegado-geral Gustavo Xavier, em alinhamento com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), coordenada pelo secretário Flávio Saraiva, reafirmando o compromisso institucional com a defesa da vida, a garantia de direitos e o combate rigoroso à violência contra as mulheres em Alagoas.