Polícia

1 de dezembro de 2021 07:58

Assassino de gari em ônibus diz em audiência de custódia que mataria novamente

Renilson Freire de Souza, de 38 anos, foi morto a facadas no início da manhã de segunda-feira (29), ao exigir que Felipe Cristiano da Silva usasse a máscara em ônibus

↑ Felipe Cristiano da Silva foi preso usando a mesma roupa que cometeu o crime e portando uma faca (Foto: Divulgação)

O criminoso identificado como Felipe Cristiano da Silva, acusado de assassinar o gari Renilson Freire de Souza, de 38 anos, dentro de um ônibus na segunda-feira (29), afirmou durante a audiência de custódia que não se arrepende do crime e que se pudesse, mataria novamente.

A audiência aconteceu nesta terça-feira (30). O juiz João Paulo Martins, responsável pela audiência, converteu a prisão de flagrante para preventiva.

“Sustentou a narrativa sem qualquer tipo de arrependimento. Dizendo, ainda, que faria novamente”, repetiu o juiz. “No caso em epígrafe, a decretação da prisão preventiva é necessária como garantia da ordem pública, considerando o modo de execução da conduta delituosa e a periculosidade demonstrada”, concluiu o magistrado.

Para o juiz, a versão de legítima defesa, “neste momento, não se sustenta, pelo fato de que a tese está consubstanciada apenas nas palavras do investigado”. O juiz também pontuou que as imagens do interior do ônibus apresentam fatos diversos do alegado.

Na decisão o juiz lembra ainda que o preso já responde a uma ação penal por porte ilegal de arma de fogo desde fevereiro de 2018, o que “ denota a contumácia delitiva e, por via de consequência, a sua periculosidade”.

O crime

Renilson Freire de Souza, de 38 anos, foi morto a facadas no início da manhã de segunda-feira (29), ao exigir que Felipe Cristiano da Silva usasse a máscara ao embarcar no ônibus. Nesse momento houve uma discussão e em seguida os dois começaram uma briga, que acabou na morte do gari, que foi atingido por diversos golpes de faca.

Felipe Cristiano da Silva, foi preso no começo da tarde do mesmo dia na Praça Bonfim, bairro Poço, em Maceió, usando a mesma roupa do momento do crime e portando a faca. O delegado Francisco Medson, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), contou que a prisão aconteceu após denúncia e ressaltou que a divulgação das imagens do crime pela imprensa foi fundamental para que a população reconhecesse o suspeito.

Em contato com a polícia, a família do homem informou que ele tem problemas mentais.

Perícia

A Perícia Oficial informou que o exame cadavérico de Renilson  mostrou que a causa do óbito foi facada na região do tórax. Segundo o órgão, a vítima foi atingida por três golpes de um instrumento perfuro-cortante, sendo um deles no braço, atingindo a axila. As duas outras facadas provocaram ferimentos no tórax. A primeira foi superficial, mas a segunda provocou a morte do gari.

Após a conclusão do exame, o corpo foi liberado para sepultamento. O laudo completo será enviado à Delegacia de Homicídios da Capital, que investiga o caso.

Fonte: Thayanne Magalhães

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