Polícia

5 de dezembro de 2019 17:45

Crânio humano encontrado em Passo de Camaragibe pode ser de jovem desaparecido em outubro

Delegado que já estava investigando crime tem agora mais elementos para tentar concluir se crânio pertence realmente a vítima

↑ (Imagem ilustrativa/Arquivo Tribuna Hoje)

Um grande mistério, daqueles de cidade de interior, onde todos comentam durante dias, pode enfim ter chegado ao fim. É que moradores encontraram na noite dessa quarta-feira, dia 4, um crânio humano nas proximidades da Fazenda Isquerino, zona rural de Passo de Camaragibe, região Norte, que pode ser de um homem sequestrado e assassinado em outubro. Na época, militares da Força Tarefa, depois de receberem uma denúncia, encontraram o corpo, mas sem a cabeça.

Agora, depois que moradores encontraram o crânio, todos suspeitam que a ossada possa ser de Glauber Ismael Araújo Nascimento, de 18 anos. Ele foi sequestrado do centro da cidade do Passo no dia 16 de outubro. Em seguida foi assassinado e teve a cabeça decepada, que sumiu. Na época a polícia confirmou que a primeira suspeita era de que a ação criminosa tenha sido cometida por uma gangue rival, que atua na cidade no tráfico de drogas. O crânio foi encontrado próximo ao mesmo local onde o jovem foi brutalmente assassinado.

Peritos do Instituto de Criminalística foram ao local ainda na noite da quarta-feira. A ossada foi encaminhada para o Instituto Médico Legal para os exames de DNA, para comprovar se realmente é do homem assassinado. O corpo de Glauber Ismael Araújo Nascimento, no entanto, permanece no IML. A família ainda aguarda para fazer o sepultamento.

Desde o seu assassinato, ainda em outubro, o corpo sem cabeça circulava nas redes sociais e grupos de WhatsApp. A polícia também suspeita que a foto tenha sido tirada pelos membros do grupo rival e jogada nas redes sociais. A investigação da polícia leva, a princípio, que Glauber Araújo tenha sido raptado e assassinado por um bando criminoso liderado por uma pessoa identificada como “Gel”, que atua na região com tráfico de drogas.

O delegado Belmiro Cavalcante que já estava investigando o crime, tem agora mais elementos para tentar concluir se o crânio pertence realmente a vítima.

Fonte: Claudio Bulgarelli - Sucursal Região Norte

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