Polícia

5 de setembro de 2019 17:39

Peritos criminais irão analisar material apreendido na operação Luz na Infância 5

Três pessoas foram presas em flagrante em Alagoas pelo crime de pedofilia

↑ Chefe do Instituto de Criminalística, Wellington Melo, participou da operação juntamente com os peritos criminais Charles Almeida e Ivan Excalibur (Foto: Assessoria)

Após constatar crimes de pedofilia de três suspeitos durante a 5ª fase da operação Luz na Infância em Alagoas, peritos do Instituto de Criminalista (IC) se preparam para a fase de exames em laboratório. Todo o material apreendido será analisado pela Chefia de Perícias de Crimes de Informática.

De acordo com o Chefe do Instituto de Criminalística Wellington Melo, que participou da operação juntamente com os peritos criminais Charles Almeida e Ivan Excalibur, a integração dos órgãos de segurança pública do Estado garantiram os flagrantes e o recolhimento de muitos vestígios. O material foi apreendido pela Polícia Civil e será encaminhado ao IC para serem analisados individualmente, objetivando localizar novas provas técnicas.

“A participação dos peritos criminais nesse tipo de operação é muito importante para se constatar, nos locais alvos das buscas, a existência ou não de vestígios digitais relacionados aos crimes investigados. Ao chegar no local o perito examina os dispositivos de informática para identificar se há armazenamento, compartilhamento e/ou produção de conteúdo de pornografia infantojuvenil. Ao comprovar essa prática, os peritos informam às equipes policiais para que as medidas cabíveis sejam tomadas. O trabalho de local é concluído com a confecção de um relatório que subsidia o flagrante”, explicou o Chefe do IC.

Serão analisados pelos peritos dois HDs externos, dois pen drives, dois cartões de memória, e 1 notebook apreendidos na residência do funcionário da Caixa. 1 aparelho celular, quatro HDs e 1 pen drive apreendidos na casa de um guarda municipal; e um material de informática também apreendido na casa do estoquista de uma empresa farmacêutica.

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HDs e cartões de memória estão entre os itens apreendidos que serão analisados pela perícia (Foto: Assessoria)

“Iremos realizar exames mais profundos nos materiais de informática apreendidos confirmando os crimes de pedofilia praticados pelos alvos. Estes exames em laboratório são mais detalhados e requerem um maior tempo de realização e equipamentos especializados. O Setor de Pericias de Crime de Informática do Instituto de Criminalística de Alagoas atua de modo a produzir provas materiais e objetivas sobre os casos”, explicou o perito Charles Almeida

Luz na infância

A operação foi realizada simultaneamente em 6 países com o objetivo de combater crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes, praticados na internet. No Brasil ela foi deflagrada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em 14 estados, e no Distrito Federal.

Segundo o Ministério da Justiça, nas fases anteriores da operação foram presos em flagrantes 546 suspeitos de praticar o crime de abuso e exploração sexual na internet contra crianças e adolescentes. Além dessas prisões, também foram cumpridos no mesmo período 1.112 mandados de busca e apreensão.

As penas para os crimes dos investigados variam de 1 a 8 anos de prisão. Quem armazena material de pornografia infantil tem pena de 1 a 4 anos de prisão. Para quem compartilha, a pena é de 3 a 6 anos de prisão. A punição alcança 4 a 8 anos de prisão para quem produz esse tipo de material.

Fonte: Assessoria da Perícia Oficial de Alagoas / Texto: Aarão José

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