Polícia

15 de agosto de 2019 07:59

Mais de 20 pessoas são presas em operação contra o crime organizado em Alagoas

São 37 mandados de busca e apreensão, além de 42 de prisão em Alagoas

↑ Em Alagoas 21 pessoas já foram presas durante a operação (Foto: Ascom MPE)

Nove Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) do Ministério Público brasileiro realizam, nesta quinta-feira (15), operações contra integrantes de organizações criminosas em todo o país. Essa grande ação é articulada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) – colegiado que reúne os Gaecos de todos os estados brasileiros.

As diligências desta quinta-feira estão sendo realizadas simultaneamente pelos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro. Com auxílio de forças policiais, os Gaecos de cada um desses estados cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de grupos criminosos. No total, estão sendo cumpridos mais de 300 mandados judiciais, entre prisões e buscas e apreensões.

Acompanhando os trabalhos em uma sala especial da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CSI/MPRJ), o presidente do GNCOC, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, garantiu que esse tipo de enfrentamento seguirá ocorrendo em todo o Brasil. “Os Gaecos do país inteiro estão trabalhando incessantemente para combater as organizações criminosas que tanto afrontam a paz social e as forças de segurança do país. Seguiremos nesse propósito todos os dias”, assegurou Gaspar, que é também procurador-geral de Justiça de Alagoas.

As operações nos estados:

Acre – está sendo realizada uma grande revista na Penitenciária Francisco de Oliveira Conde, na Capital. O foco está em pavilhões dominados pelo PCC e na facção local Bonde dos 13, aliada ao Primeiro comando da Capital. A ação visa a apreensão de ilícitos e prospecção de informações, além da identificação de pessoas que exercem posição de liderança nessas organizações. Paralelamente, foram denunciadas à Justiça 69 pessoas presas na Operação Hemolíse, realizada no dia 24 de julho, na Capital e outros quatro municípios. Os denunciados são integrantes do Comando Vermelho.

Alagoas – a operação cumpre 37 mandados de busca e apreensão e 42 de prisão contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, todos os mandados estão sendo cumpridos em Maceió e em mais sete municípios do litoral norte do estado. Os pedidos têm por base três Procedimentos de Investigação Criminal do GAECO local e um inquérito da Delegacia de Narcóticos da Polícia Civil – DENARC.

Amapá – com alvos em Macapá, Santana e Porto Grande, a operação, que também tem foco no combate ao tráfico de drogas, é contra a organização criminosa “Família Terror do Amapá”.

Amazonas – estão sendo cumpridos três mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão. Dentre os alvos da medida, encontram-se lideranças da organização criminosa Família do Norte, considerada a terceira maior facção do Brasil.

Bahia – São 19 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. A operação está sendo realizada nos municípios de Senhor do Bonfim, Jacobina, Juazeiro, Capim Grosso, Serrolândia e Lauro de Freitas. Entre os alvos, estão integrantes de organização criminosa ligada ao PCC que atua com tráfico de drogas e é responsável por diversos homicídios no estado. Onze promotores de Justiça, 74 policiais militares e 99 policiais rodoviários federais participam da ação.

Ceará – as operações “Jericó” e “Al Qaeda” tiveram investigações que resultaram na expedição de 35 mandados de prisão e 29 mandados de busca e apreensão contra integrantes do PCC a serem cumpridos em todo o Estado do Ceará.

Mato Grosso do Sul – 15 mandados de prisão estão sendo cumpridos contra integrantes do PCC com atuação no estado.

Pernambuco – cumpre um mandado de prisão e busca e apreensão em apoio a operação que combate a lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. O mandado está sendo cumprido na cidade de Petrolina.

Rio de Janeiro – três operações em andamento. Uma cumpre 41 mandados de busca e apreensão contra policiais militares, sendo oito denunciados por associação criminosa e crime de corrupção passiva, um denunciado por associação para o tráfico de drogas , tendo sido todos afastados de suas funções pela Justiça. A segunda, mandados de prisão contra sete traficantes em comunidades do Complexo de Madureira. A terceira, visa prender acusados de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, com denunciados que atuavam como “laranjas” para ocultar o dinheiro ilícito do tráfico de integrantes da facção Comando Vermelho.

Operação em Alagoas

Aqui em Alagoas, a operação está sendo executada nos municípios de Maceió, São Miguel dos Milagres, Maragogi, Japaratinga, Paripueira, Passo de Camaragibe, São Luís do Quitunde e Matriz de Camaragibe.

Dos 42 mandados de prisão, três foram cumpridos na capital, sendo dois no sistema prisional: um na Penitenciária Baldomero Cavalcante e, o outro, no Presídio de Segurança Máxima.

De acordo com o Gaeco, a operação é resultado de três PICs – procedimento investigatório criminal do próprio Gaeco – e um inquérito policial do Denarc – Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de Alagoas.

Todos os PICs do Ministério Público Estadual de Alagoas são referentes aos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa e, para este trabalho executado hoje, os alvos foram três células diferentes do PCC. Já a Polícia Civil investiga a quarta célula do Primeiro Comando da Capital.

Segundo os promotores de justiça do Gaeco, as drogas – maconha, crack e cocaína – comercializadas ilegalmente pela facção criminosa no litoral norte de Alagoas vem de Maceió.

A assessoria de imprensa do MPE informou que 21 pessoas já foram presas durante a operação. Foram apreendidos até o momento 3 armas de fogo (2 pistolas e 1 revólver) e acessórios; 250 gramas de cocaína e 37 bombinhas de maconha e mais 2 pedaços maiores  em Matriz de Camaragibe). Em Maragogi foram 224 gramas de maconha,
8 gramas de crack e mais 44 bombinhas de crack além de uma balança de precisão.

Reincidência

A grande maioria dos presos é reincidente, já tendo sido processada e presa pelo mesmo crime de tráfico de entorpecentes.

E essas quatro células do PCC já vem atuando no estado há pelo menos cinco anos.

Fonte: Ascom MPE

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