Polícia

21 de maio de 2019 17:37

Alvo de operação Tríplice Aliança levava vida de luxo e morava na Ponta Verde

Polícias desarticulam organização com acusações de tráfico, roubo de banco e estelionato

↑ Operação desarticulou um grupo criminoso que atuava em Maceió, Arapiraca e Jaboatão dos Guararapes (PE) (Foto: Ascom/PF)

Movimentando meio milhão de reais por mês, mantendo um laboratório de refino de drogas que vinham de fora do país e hospedando assaltantes de banco do Mato Grosso em apartamentos na Jatiúca, assim era o “currículo” do principal alvo da operação Tríplice Aliança, deflagradas nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (21).

A operação que desarticulou um grupo criminoso que atuava em Maceió, Arapiraca e Jaboatão dos Guararapes (PE) foi uma ação conjunta entre Polícia Federal (PF), Polícia Civil (Divisão Especial de Investigações e Capturas – DEIC) e Polícia Militar de Alagoas (Batalhão de Operações Especiais – BOPE/PMAL), e capturou a organização voltada à prática de crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, roubo de veículos, assalto a banco e estelionato.

Com a participação de 130 policiais, sendo 50 policiais federais, 40 policiais civis e 40 policiais militares. A operação tinha o objetivo de cumprir cinco Mandados de Prisão Preventiva, um Mandado de Prisão Temporária, 21 Mandados de Busca e Apreensão e sequestro de nove veículos, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Principal alvo da operação morreu em confronto com a polícia
Durante o cumprimento dos mandados, o principal alvo da Operação Tríplice Aliança veio a óbito em Maceió/AL em decorrência de confronto com a equipe policial.

Foram apreendidos veículos de luxo, motos, 200 kg de produtos químicos (utilizados no refino de cocaína), 20 kg de cocaína, 11 cavalos de raça, 1 bloqueador Jammer (conhecido como “capetinha” ou chupa cabra”) e uma máquina de contar cédulas. As apreensões foram juntadas aos autos do Inquérito Policial, instaurado na Polícia Federal em Alagoas para a investigação dos fatos.

Suspeitos já eram investigados desde 2015
Em 2015, o principal alvo da Operação já havia sido preso, investigado à época por financiar roubos a bancos e liderar o tráfico de drogas em Maceió, precisamente nos bairros de Bebedouro e Bom Parto. De acordo com a investigação, aquele traficante movimentava cerca R$ 500.000,00 por mês em suas atividades ilícitas, possuía armas de grosso calibre e mantinha um laboratório para refinar drogas trazidas de fora do país.

Segundo as investigações, os arrombamentos de agências bancárias estavam sendo realizados por indivíduos do Mato Grosso, sob a coordenação de presidiários de Cuiabá e Goiânia e com o financiamento de uma pessoa até então não identificada de Maceió.

Foram deflagradas duas operações que resultaram na prisão de seis pessoas e falecimento em confronto de outros quatro mato-grossenses, todos em flagrante de tentativas de arrombamento de agências bancárias (Ponta Verde e Gruta) e Correios (Arapiraca).

Posteriormente, foi identificado que o financiador do grupo em Maceió era um indivíduo, popularmente conhecido nas localidades do Bom Parto e de Bebedouro, o qual tinha estreita relação com presidiários, traficantes e “assaltantes de banco” de Mato Grosso.

Este traficante mantinha vida social de elevado padrão na capital alagoana, trafegando em carros de luxo e residindo em área nobre (Ponta Verde). Os trabalhos avançaram após acompanhamento constante do investigado, o que levou a descoberta de que este traficante mantinha apartamentos alugados em edifício à beira-mar de Jatiúca para hospedar “assaltantes de banco” do Mato Grosso e praticar outros crimes (tráfico e posse de armas).

O nome da Operação Tríplice Aliança se deve ao fato de as três Forças de Segurança Pública do Estado de Alagoas estarem diretamente ligadas às investigações que resultaram na deflagração das ações de hoje.

Os presos foram conduzidos para a Sede da Polícia Federal em Alagoas e serão ouvidos pela autoridade policial. Responderão pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, roubo de veículos, assalto a banco e estelionato cujas penas somadas ultrapassam mais de 40 anos de reclusão.

Fonte: Tribuna Hoje / Com Assessoria

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