Polícia

MP e Polícia Civil realizam operação contra venda irregular de gás

Mandados estão sendo cumpridos em estabelecimentos comerciais na capital alagoana

Por Tribuna Hoje com Assessoria 20/02/2019 08h41
MP e Polícia Civil realizam operação contra venda irregular de gás
Reprodução - Foto: Assessoria
A Polícia Civil de Alagoas e o Ministério Público Estadual realizou nesta quarta-feira (20) uma operação para combater a comercialização irregular do gás de cozinha. A operação, batizada de "Gás Legal", cumpre mandados de busca e apreensão contra sete empresas da capital alagoana. A ação está sendo executada sob o comando do delegado Antonio Edsson, da Delegacia dos Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Decotap), além de representantes do Ministério Público estadual. Neste momento, equipes de policiais civis cumprem  mandados em estabelecimentos comerciais, na capital alagoana. Os órgãos não divulgaram o nome dos estabelecimentos onde os mandados estão sendo cumpridos. O delegado Antônio Edson, titular da Delegacia dos Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Decotap), responsável pelas investigações que resultaram na deflagração da operação denominada “Gás Legal”, nesta quarta-feira (20), informou que as investigações foram iniciadas há cerca de dois meses, após a polícia receber denúncias sobre a venda irregular de gás de cozinha, em Maceió. A operação teve a participação do Ministério Público do Consumidor. Depois de representação, o juiz Josemir Pereira de Souza, da 4ª Vara Criminal, expediu sete mandados de busca e apreensão. Em três estabelecimentos comerciais, nos bairros São Jorge, Barro Duro e Feitosa, as denúncias foram confirmadas e vários botijões foram apreendidos. Os proprietários dos estabelecimentos foram levados para a delegacia e interrogados. A operação mobilizou policiais civis da Decotap, Asfixia, Gerência de Polícia Judiciária da Região 1 (GPJ-1) e da Delegacia de Acidentes. O delegado explicou que o comércio de gás de cozinha somente é permitido com as licenças da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Corpo de Bombeiros. As revendas clandestinas não oferecem uma estrutura adequada para o armazenamento dos botijões de gás. “Além do caráter repressivo, esse trabalho também tem caráter preventivo. A venda irregular de gás põe em risco a segurança no entorno do estabelecimento, diante da possibilidade de explosões”, acrescentou. Ele ressalta que as investigações continuarão com intuito de identificar outros locais irregulares de venda, bem como descobrir a origem desses botijões.