Polícia

14 de setembro de 2018 17:41

Empresário considerado foragido da Operação Perfídia se entrega à polícia

Vitor Pontes é líder de organização que causou prejuízo de R$ 12 milhões

↑ Operação foi deflagrada na terça-feira (Foto: Assessoria do Ministério Público de Alagoas)

Considerado líder de organização criminosa acusada de sonegação fiscal e alvo da Operação Perfídia, Vitor Pontes de Mendonça Melo, que era considerado foragido desde terça-feira (11), se entregou à polícia nesta sexta-feira (14). A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Cyro Blatter, do Ministério Público de Alagoas. O suspeito, através de seu advogado, chegou a anunciar que iria se entregar no dia em que a operação foi deflagrada e na quarta-feira (12), mas o fato só ocorreu nesta sexta. Por volta das 9h, ele se entregou ao delegado Filipe Caldas, foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML) onde passou por exame de corpo de delito e, de lá, foi encaminhado ao sistema prisional. Vitor Pontes é o líder da organização e já foi preso outras duas vezes pelo mesmo esquema de corrupção.

A operação foi realizada por meio do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf) com intuito de desarticular a organização especializada em crimes de falsidade ideológica, simulação de operações tributárias e lavagem de bens. As equipes das polícias Civil e Militar cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 22 de apreensão nos municípios de Arapiraca, Coqueiro Seco, Maceió e Satuba expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. O esquema criminoso causou um prejuízo de cerca de R$ 12 milhões aos cofres públicos.

Além de Victor, ao todo, estão envolvidas mais 10 pessoas físicas, entre elas testas de ferro e “laranjas”, além de 17 empresas que atuavam de forma fraudulenta ludibriando o fisco. Os mandados de prisão foram expedidos em desfavor do empresário Vitor Pontes; de Sérgio de Farias Oliveira, conhecido como Serjão (técnico em contabilidade); e Silvânio Santos Pereira (advogado).

Além destes estão envolvidos José Elias Calheiros de Melo, Marcelo Calado dos Santos, Alex Calheiros Silva, Márcio Wilson Fázio de Arecippo Almeida, Ekilane Rodrigues Santos, André Marcos Fontes de Souza, Evaldo Bezerra Barbosa, José André de Souza, Josimar Campos de Araújo, conhecido como “Jorginho” e Maria Suzanice Higino Bahe.

“Não podemos, enquanto Ministério Público, admitir que pessoas tão frias causem dano tão grave à sociedade impedindo que tenha acesso à saúde quando lhes roubam remédios; à educação, quando lhes tiram a merenda; quando não garantem um transporte escolar decente e colocam em risco milhares de vidas por exemplo. Esses doze milhões roubados, dariam para garantir vários direitos à crianças, adolescentes e à população em geral”, afirma o promotor Cyro Blatter. Ele explicou ainda que, apesar de tantos nomes envolvidos na quadrilha, optaram pela prisão de apenas três “porque estes são considerados de papel relevante na organização criminosa comandando desde o plano das operações fraudulentas à execução”.

Na Operação Perfídia, cuja investigação perdurou dois meses, foram apreendidos 10 veículos de passeio, sendo quatro de Vitor Pontes, mais um caminhão e um Fiorino (também de sua propriedade), além de três motocicletas, computadores, cheques, aparelhos celulares e diversos documentos como contratos e licitações. Todos os veículos foram levados para o pátio do Detran.

Esta, conforme Blater, é a primeira fase da operação focando as empresas em relação a tributos. Já na segunda fase, que será programada mediante a evolução das investigações, os alvos serão as prefeituras e gestores.

Fonte: Tribuna Hoje com Assessoria

Comentários

MAIS NO TH