Polícia

24 de agosto de 2018 18:57

Operação nacional contra feminicídios prende 13 em Alagoas

Operação foi deflagrada nesta manhã em diversos estados e tem apoio do Ministério da Segurança Pública

↑ Imagem ilustrativa

A operação nacional da Polícia Civil de combate ao feminicídio e homicídio (tentados e consumados), denominada Cronos, deflagrada nesta sexta-feira (24) contabilizou, até o final da sexta, 1.029 pessoas presas e 75 adolescentes apreendidos em todo o Brasil. Dentre os presos, 14 foram pela prática de feminicídio, 225 por homicídio, 143 por crimes relacionados a Lei Maria da Penha e 421 por crimes diversos. A operação foi deflagrada nesta manhã em diversos estados e tem apoio do Ministério da Segurança Pública. Alagoas foi um dos estados incluídos na operação.

Até o final da tarde desta sexta-feira, treze pessoas tinham sido presas em Alagoas, suspeitas de envolvimento com crimes de feminicídio e homicídio contra mulheres. As prisões aconteceram em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela Justiça, a pedido de delegados. De acordo informações policiais, seis pessoas foram presas em Maceió e sete em cidades do interior alagoano, entre elas, São Miguel dos Campos e Palmeira dos Índios. Os nomes dos detidos não foram divulgados.

Mobilização nacional

Segundo o Ministério da Segurança Pública, foram autuadas em flagrante 224 pessoas pelos delitos de tráfico de drogas e posse ou porte irregular de arma de fogo, entre outros crimes. Também foram apreendidas 66 armas de fogo e cerca de 150 quilos de drogas.

Mais de 6,6 mil policiais civis em todo o país estão participando das ações que visam a combater, principalmente, crimes de feminicídio e homicídio. O resultado final da operação será divulgado neste sábado (25).

Mais cedo, o presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis, delegado Emerson Wendt, informou que mais de mil prisões deveriam ser feitas até o fim desta sexta-feira. “O que estamos fazendo hoje é um esforço concentrado no combate ao feminicídio.”

A Operação Cronos é coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis. A ação foi definida em julho, durante reunião com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Segundo o ministro, essa megaoperação é o exemplo, na prática, do funcionamento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) com a integração das polícias com o Ministério Público e o Poder Judiciário que, neste caso, tem o objetivo de combater a violência, especialmente o feminicídio.

As investigações também contaram com o apoio da coleta de material genético que deve chegar a um banco de dados até o fim do próximo ano com 130 mil DNAs coletados. “Quando ocorrer um estupro, um feminicídio, é possível fazer a comparação do material genético encontrado na cena do crime com os DNAs”, disse Jungmann. “Dá velocidade, precisão, e permite a elucidação de crimes.”

O nome da operação, Cronos, é uma referência à supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime.

Fonte: Redação com Agência Brasil

Comentários

MAIS NO TH