Polícia

6 de agosto de 2018 09:00

Servidora do TJ/AL presa por vazamento de informações é exonerada

Rita de Cássia da Silva é suspeita de divulgar ação policial pelo Whatsapp

↑ Delegado Thiago Prado (Foto: Ascom/PC/arquivo)

ATUALIZADO ÀS 13h15

Foi presa, na manhã desta segunda-feira (6), na cidade de Arapiraca, a servidora do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), Rita de Cássia da Silva. Ela é suspeita de vazar informações sobre uma operação policial pelo Whatsapp há duas semanas.

Além dela, Rafael Rodrigo Gomes Silva também foi preso. Ele teria se beneficiado das informações vazadas.

A servidora do TJ-AL ficará afastada das funções até o término das investigações. Segundo o delegado Thiago Prado, coordenador da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) da Polícia Civil, em entrevista à imprensa, os mandados de prisão – e de buscas e apreensão – foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

“O principal objetivo desta operação é resgatar a imagem do Poder Judiciário. A servidora repassou informações sobre a operação e algumas pessoas deixaram de ser presas” disse o delegado.

Após ser detida, Rita de Cássia da Silva foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), para o exame de corpo de delito. De lá, ela segue para o Presídio Santa Luzia, localizado na parte alta de Maceió.

TJ-AL

No final da manhã desta segunda-feira, o TJ-AL divulgou nota sobre o assunto e garantiu tomar todas as medidas cabíveis acerca do caso.

Abaixo a íntegra na nota do Tribunal de Justiça de Alagoas:

Tendo em vista os recentes fatos que culminaram com a decretação da prisão da servidora da 8ª Vara Criminal de Arapiraca, o Tribunal de Justiça de Alagoas vem a público esclarecer que o Judiciário, por meio da Presidência e da Corregedoria-Geral da Justiça, tomou e continuará tomando todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para apurar as possíveis infrações cometidas, observando-se o devido processo legal. Cumpre informar que, a pedido do Juiz daquela unidade judiciária, a Presidência desta Corte já determinou a exoneração da servidora em questão do cargo em comissão que ela ocupava.

O Tribunal de Justiça reitera sua postura de não tolerar qualquer ato que vise prejudicar o trabalho das autoridades policiais e judiciais.

 

 

Fonte: Tribuna Hoje / Redação

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