Polícia

Operação deflagrada no Vergel teve 16 prisões e oito são considerados foragidos

Ação das forças de segurança segue em andamento até captura de fugitivos

13/02/2017 18h44
Operação deflagrada no Vergel teve 16 prisões e oito são considerados foragidos
Reprodução - Foto: Assessoria

Na tarde desta segunda-feira (13), a Secretaria de Segurança Pública apresentou em sua sede no Centro de Maceió o resultado de uma grande operação deflagrada desde o mês de novembro no bairro do Vergel do Lago. A ação já resultou na prisão de 16 pessoas e as polícias seguem em busca de oito suspeitos de envolvimento com duas organizações criminosas que agem na região do conjunto Mutirão, no Virgem dos Pobres. Além dos detidos, a operação apreendeu 16 armas de fogo e aproximadamente 20 quilos de drogas. Durante os meses de atuação, também foram cinco mortos por resistência ao trabalho da polícia. Dos 16, 13 foram apresentados.

Foram detidos Keila Soares dos Anjos, de 31 anos; João Victor Maia Lima, de 20 anos; Karine Emanuelle Soares Pinheiro, de 32 anos; Lays Priscilla Lopes dos Santos, de 28 anos; Janaina Lacerda de Oliveira, de 26 anos; Lucas Cícero da Silva, vulgo ‘PCC Clima Bom’, de 20 anos; Cynthya dos Santos Oliveira Vieira, de 22 anos; Eduardo Henrique Rodrigues dos Santos, de 19 anos; Franklin Matias Pereira, vulgo ‘Justino’ ou ‘Romário’, de 34 anos; Velton Vicente Dias Ferreira, vulgo ‘Peixe’, de 18 anos;  Fábio da Silva, vulgo ‘Fabinho’, de 36 anos; e Nilson Diógenes Mendes da Silva, o ‘Mago’, de 24 anos.

Além destes 12, quatro reeducandos tiveram crimes adicionados às suas condenações. Eles teriam envolvimento com as organizações que agem no Vergel: São eles: José Cláudio Ricce, vulgo ‘Ratão’, de 40 anos; Jorge dos Santos Calheiros, vulgo ‘Jorginho’, de 34 anos; Welton John Santos de Mendonça, vulgo ‘Ton Ton’, de 31 anos; e Anderson Batista dos Santos, de 25 anos.

Três não foram apresentados. Lucas, pois está apreendido na Unidade de Internação de Jovens e Adultos (Uija) por conta de auto de infração quando ainda era menor de idade; e Lays e Franklin, que tiveram audiência de custódia e foram liberados. A maioria das prisões ocorreu em cumprimento de mandado. Outros foram detidos em flagrante. Apenas três dos 16 não possuíam antecedentes criminais antes da realização da operação.

Participaram da operação a inteligência da SSP, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp), 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM), Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Delegacia Especial de Roubos da Capital (DERC), Tático Integrado de Grupos de Resgate Especial (Tigre) e Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).

A SSP pede a ajuda da população para localizar os oito foragidos, através do Disque Denúncia, no 181. O sigilo é garantido. As fotos deles e a identificação seguem abaixo:

Carlos Romário de Andrade Silva, de 22 anos, vulgo ‘Romário, ’é suspeito de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e possíveis homicídios;

Carlos Romário (Foto: Divulgação)

Jojo; Silvio Alves da Silva, de 25 anos; e Samuel Jônatas da Silveira Leite são suspeitos de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo, roubo a mão armada e possíveis homicídios;

De cima para baixo, Jojo, Silvio e Samuel (Fotos: Divulgação)

Joseval Souza de Queiroz, de 45 anos, vulgo ‘Queiroz’ é suspeito dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. Ele é o único que não teve a foto divulgada, mas é morador de Marechal Deodoro;

Luan Alberto Silva de Santana, de 19 anos, vulgo ‘Luan’ ou ‘Caboco’, é suspeito de fazer parte de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e queima de ônibus;

Luan é um dos apontados como responsáveis pela queima de ônibus no Vergel (Foto: Divulgação)

‘Puro Ódio’ é organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e queima de ônibus;

Puro Ódio (Foto: Divulgação)

E Ana Paula, vulgo ‘Paulinha’, suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Ela tem a função de passar droga entregue para Keila, uma das detidas.

Ana Paula (Foto: Divulgação)

Foco de operação foi evitar confrontos entre facções criminosas

Segundo o coronel Lima Júnior, secretário de Segurança Pública de Alagoas, o grande objetivo além de combater o tráfico de drogas, os homicídios e apreender armas e drogas, foi minimizar os efeitos da guerra de facções que tomou conta do país, principalmente em janeiro.

O delegado Gustavo Henrique, da DRN, explicou que uma das organizações criminosas era liderada por Michael Fabrício Mendes dos Santos, vulgo ‘Paulista’. Este foi um dos que morreu em confronto com a polícia durante o período da operação.

A outra organização era liderada pelo reeducando José Cláudio Ricce que a comandava de dentro do sistema prisional. Cada uma das organizações era ligada aos dois grupos que geraram a guerra entre facções, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O delegado afirmou que durante a atuação na área, cinco homicídios ligados às facções foram identificados.

Das cinco resistências que resultaram em morte, nenhum policial ficou ferido. Um dos outros óbitos era o ‘braço direito’ de ‘Paulista’. Identificado como Artur da Rocha de Oliveira, vulgo ‘Artur Mancha’.

Artur, Velton e Luan são apontados como os autores da queima dos dois ônibus no Vergel do Lago motivados pela morte de ‘Paulista’ em confronto.

Também ocorreram duas investidas de uma organização contra a outra, segundo Gustavo Henrique. “Uma não chegou a se consumar porque o Bope interviu e conseguiu interceptar. Os indivíduos da facção do Paulista se reuniram e iam executar integrantes da outra facção no Benedito Bentes em novembro. Ocorreu um confronto e dois foram presos e três entraram em óbito”, relatou.

A outra ação que não teve a interceptação das forças de segurança foi o ataque na Grota do Rafael quando as facções entraram em confronto. Entre 10 e 12 suspeitos foram armados do Virgem dos Pobres até a grota. Janaína foi a responsável por recuperar do local do crime as armas utilizadas, ela teve a ajuda de um taxista que não teve a prisão efetuada até o momento.

O coronel Lima Júnior enalteceu a prestação de contas com relação aos casos da queima de ônibus no Vergel, operação na Grota do Rafael e vários homicídios, além da abordagem do Bope que contou com três resistências. “Eles iam matar muito gente”, pontuou o secretário.