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Em meio a conflito com Irã, EUA orientam cidadãos a deixarem 14 países do Oriente Médio
O Departamento de Estado dos Estados Unidos orientou seus cidadãos a deixarem imediatamente catorze países do Oriente Médio devido ao conflito contra o Irã, que causa insegurança na região. A declaração de segunda-feira 2, emitida pela secretária-adjunta para assuntos consulares Mora Namdar, estabelece que os americanos devem sair por meios comerciais enquanto ainda for possível.
De acordo com Namdar, a medida foi estabelecida sob orientação do secretário de Estado Marco Rubio, e abrange os seguintes países: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Palestina (Cisjordânia e Faixa de Gaza) e Síria.
Ao mesmo tempo em que orienta a retirada de civis, Washington também ordenou a saída obrigatória de funcionários diplomáticos que não desempenham funções essenciais e de seus familiares de instalações americanas em seis países: Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Jordânia e Kuwait.
Os avisos foram expedidos após a escalada no conflito entre entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Após o início dos bombardeios ao o país islâmico no sábado 28, Teerã reagiu disparando drones e mísseis contra o território israelense e nações do Golfo que abrigam bases militares americanas.
Porém, há dificuldades logísticas para que os americanos, civis ou não, deixem o Oriente Médio, uma vez que muitos aeroportos da região estão fechados devido ao conflito. Nos Emirados Árabes Unidos, lar dos movimentados terminais internacionais de Dubai e Abu Dhabi, mais de 20 mil passageiros ficaram presos após companhias aéreas cancelarem rotas de voo por motivos de segurança.
Instabilidade regional
Motivados pelo desejo de interromper o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, os ataques de Washington e Tel Aviv contra o Irã desencadearam uma profunda instabilidade regional. Pelo menos nove países do Oriente Médio foram atingidos pela retaliação iraniana, que visa atingir locais ocupados por agentes americanos — embora prédios civis também tenham sido alvejados.
A embaixada dos Estados Unidos em Riad foi alvo de um ataque de drones nesta terça-feira, 2, causando explosões e um pequeno incêndio na capital da Arábia Saudita. Autoridades americanas informaram que o local estava vazio e não houve mortos nem feridos, mas pediram para que os cidadãos em território saudita buscassem abrigo.
Nos Emirados Árabes Unidos, prédios marcantes e recintos de luxo de Dubai foram atingidos por explosões devido a reação de Teerã. “Em um momento estávamos lá fora tomando coquetéis e, um minuto depois, estávamos sendo bombardeados”, contou uma expatriada britância que vive na metrópole à agência de notícias AFP.
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