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Julio Iglesias é acusado de assédio por ex-funcionárias

O artista de 82 anos não se pronunciou sobre o caso.

Por Diário do Nordeste 13/01/2026 15h19 - Atualizado em 13/01/2026 15h27
Julio Iglesias é acusado de assédio por ex-funcionárias
Segundo as mulheres, os episódios aconteciam quando a esposa de Julio Iglesias não estava presente - Foto: Reprodução/Instagram

Duas mulheres que trabalharam para Julio Iglesias em 2021 acusam o cantor de assédio sexual, abusos e humilhações em propriedades localizadas na República Dominicana e nas Bahamas, segundo divulgado pela imprensa internacional.

As denúncias fazem parte de uma apuração conduzida pela Univision, em parceria com o portal espanhol elDiario.es, publicada nesta semana após três anos de trabalho jornalístico. A reportagem reúne depoimentos de ex-funcionárias e fala em isolamento, controle rígido e práticas abusivas.

Uma das denunciantes, uma jovem dominicana contratada como empregada doméstica, relatou ter sofrido assédio sexual, agressões físicas e insultos verbais. Segundo depoimento, ela vivia sob regras severas, com restrições de circulação e proibição de manter contato com outros funcionários.

A segunda acusação parte de uma fisioterapeuta venezuelana, que afirma ter sido alvo de comportamentos invasivos durante atendimentos profissionais. De acordo com o relato, Iglesias ultrapassava limites éticos e a pressionava para envolvimentos íntimos sem consentimento.

As duas mulheres, que não tiveram os nomes revelados, destacaram que os episódios recorrentes de abuso sexual aconteciam principalmente quando Miranda Rijnsburger, esposa do cantor, não estava presente. Ainda conforme os relatos, as situações eram impostas mesmo diante de manifestações claras de desconforto e recusa.

Impacto emocional

O impacto emocional teria sido profundo. A fisioterapeuta afirmou ter desenvolvido depressão durante o período em que trabalhou para o artista. Já a empregada doméstica disse que permaneceu emocionalmente abalada mesmo após deixar o emprego.

A investigação também aponta que funcionárias eram submetidas a exames ginecológicos, testes de gravidez e de HIV, práticas que, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e convenções ratificadas pela República Dominicana, configuram discriminação de gênero e são ilegais tanto na contratação quanto durante o vínculo empregatício.

Os jornalistas afirmam ter tido acesso a documentos, mensagens, registros de chamadas telefônicas e exames médicos, além de depoimentos de amigos próximos e psicólogos que confirmaram ter conhecimento dos relatos à época dos fatos.

Procurado pelos veículos, Julio Iglesias não respondeu aos pedidos de posicionamento. Uma assistente citada pelas vítimas negou as acusações, classificando-as como “mentiras” e descrevendo o cantor como “um grande cavalheiro e muito respeitoso com todas as mulheres”. O artista, que tem 82 anos, também não se manifestou sobre o caso em suas redes sociais.