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Assassinato transmitido ao vivo reflete infiltração do narcotráfico na Argentina
A polícia argentina procura quatro suspeitos de envolvimento no assassinato que chocou o país, entre eles um traficante peruano conhecido como Pequeno Jota, suspeito de planejar e ordenar a morte de três jovens. A Justiça expediu uma ordem de prisão internacional contra ele. Seis pessoas já foram detidas.
As vítimas eram Morena Verri, de 20 anos, Brenda Castillo, também de 20, e Lara Gutiérrez, de 15 anos. A sessão de tortura e o assassinato foram transmitidos ao vivo nas redes sociais.
A polícia trabalha com a hipótese de crime de vingança. A suspeita é que a irmã mais velha de Lara estava em dívida com os traficantes.
Morena, Brenda e Lara foram vistam pela última vez na periferia de Buenos Aires. Elas moravam em uma área perigosa, rodeada de comunidades carentes, onde o narcotráfico é cada vez mais presente.
“A Argentina não era um país onde você tinha uma presença tão determinante de facções criminosas ligadas ao narcotráfico, como México, Colômbia e Brasil, mas a gente percebe que essa situação está mudando lá e esse crime parece ter relação com essa mudança, com essa entrada das facções criminosas no país”, diz Rafael Alcadipan, especialista em segurança pública.
Segundo a repórter Denise Odorissi, correspondente em Buenos Aires, a infiltração de gangues de traficantes de países do norte da América do Sul na Argentina preocupa o governo, que tem feito operações para combater a atuação desses grupos.
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