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11 de abril de 2021 11:19

Loja do tempo dos czares fecha as portas após 120 anos em Moscou

Eliseevsky vende fina seleção de alimentos desde o começo do século passado e funcionou desta maneira mesmo durante o período da URSS

↑ Imagem de novembro da loja russa Eliseevsky, que fecha sua portas em abril (Foto: Sergei Fadeichev / Reuters)

Uma histórica loja de alimentos no centro de Moscou está fechando suas portas após permanecer em funcionamento por mais de cem anos. A causa do fechamento é queda no turismo causada pela pandemia de coronavírus, além de questões legais.

Inaugurada na virada do século 20, a Eliseevsky é conhecida por seu interior que parece um palácio neobarroco, além de uma ampla seleção de comidas gourmet e souvenirs.

Mas as prateleiras – geralmente cheias de frutas frescas, destilados finos e lembranças russas tradicionais – foram ficando vazias nos últimos dias, desde o anúncio de que a loja seria fechada neste domingo, (11).

“Não era apenas um lugar para passar e comprar um pouco de comida”, disse a moscovita Yelena Bakhtina à Reuters enquanto fazia compras em Yeliseyevsky. “É um símbolo da cidade. Costumava vir aqui para admirar o interior. É uma pena que não vamos ter mais isso. ”

Localizada na rua Tverskaya, uma via que cruza o coração de Moscou, a loja costumava atrair um fluxo constante de turistas, mas o número de visitantes diminuiu drasticamente por causa da pandemia.

Durante a era soviética, a loja era conhecida como Gastronom Nº 1 e vendia uma ampla seleção de produtos, apesar da escassez geral de alimentos em determinadas épocas.

Alexander Kanshin, funcionário da Câmara de Comércio e Indústria, disse a uma televisão local que uma série de questões fez com que a loja fechasse as portas, incluindo problemas legais e mudança de comportamento dos consumidores, que preferem ir a grandes lojas em áreas residenciais.

As autoridades municipais disseram que o próximo ocupante do edifício será obrigado a preservar o luxuoso interior de Eliseevsky como um monumento arquitetônico.

Fonte: Reuters

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