Mundo

9 de outubro de 2020 16:06

Presidente do Azerbaijão descarta concessões nas negociações de Nagorno-Karabakh

Armênia e Azerbaijão discutem fim dos combates na região durante encontro em Moscou nesta sexta-feira (9)

↑ presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, durante um discurso à nação em Baku, no Azerbaijão, no domingo (4) (Foto: Site oficial do Presidente do Azerbaijão / Divulgação)

O presidente do Azerbaijão disse nesta sexta-feira (9) que estava pronto para retomar as negociações em Nagorno-Karabakh depois de quase duas semanas de combates pelo pequeno enclave no sul do Cáucaso, mas descartou fazer concessões à Armênia.

O presidente Ilham Aliyev adotou uma linha dura em um discurso à nação enquanto os ministros das Relações Exteriores da Armênia e do Azerbaijão participavam de negociações em Moscou sobre o fim dos combates, que eclodiram em 27 de setembro e já mataram mais de 400 pessoas em Nagorno-Karabakh e arredores.

O enclave montanhoso pertence ao Azerbaijão segundo as leis internacionais, mas se separou em uma guerra quando a União Soviética entrou em colapso e é povoada e governada por armênios étnicos.

“Avise aos que estão negociando em Moscou que é nosso território e não faremos nenhuma concessão”, disse Aliyev.

Ele disse que nenhum outro país poderia influenciar a vontade do Azerbaijão no conflito e que não poderia haver negociações se a Armênia continuasse a insistir que Nagorno-Karabakh faz parte de seu território.

Ele disse que o uso da força pelo Azerbaijão mudou os fatos locais e que ele provou que havia uma solução militar para a disputa.

As negociações em Moscou acontecem após o lançamento de uma campanha de paz pela França, Rússia e Estados Unidos em uma reunião em Genebra na quinta-feira (8).

A volta dos combates no conflito de décadas levantou temores de uma guerra mais ampla envolvendo a Turquia e a Rússia, que tem um pacto de defesa com a Armênia.

A violência, que continuou na sexta-feira, também aumentou a preocupação com a segurança dos oleodutos no Azerbaijão que levam gás natural e petróleo para a Europa.

Fonte: Reuters

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