Mundo

26 de janeiro de 2020 18:09

Trump diz que principal líder democrata do impeachment não pagou o ‘preço, ainda’

Adam Schiff desempenhou papel central para descrever o comportamento do presidente como perigoso para a democracia na América e em todo o mundo em discussões diante do Senado liderado pelos republicanos, onde Trump provavelmente será absolvido

↑ Deputado Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, fala durante julgamento do impeachment de Donald Trump no Senado dos EUA, na quinta-feira (23) (Foto: Senate TV)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (26) que o deputado democrata que lidera o processo de impeachment contra ele, Adam Schiff, “ainda não pagou o preço” por suas ações, uma declaração que Schiff avaliou como uma ameaça.

O comentário de Trump contra Schiff e outros democratas vem em meio à defesa em seu julgamento de impeachment perante o Senado dos EUA, sob a acusação de que ele abusou do poder de seu cargo pressionando a Ucrânia a investigar um rival político e depois tentou impedir uma investigação do Congresso.

“Adam Schiff é um político corrupto e provavelmente um homem muito doente. Ele não pagou o preço, ainda, pelo que fez ao nosso país!”, disse Trump no Twitter.

Questionado sobre o “Meet the Press”, da NBC, se ele considerou a publicação do presidente republicano uma ameaça, Schiff disse: “Acho que deve ser”.

Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, desempenhou um papel central nos esforços dos democratas para descrever o comportamento de Trump como perigoso para a democracia na América e em todo o mundo em discussões diante do Senado liderado pelos republicanos, onde Trump provavelmente será absolvido.

Enquanto alguns senadores republicanos disseram que Schiff tinha sido eficaz, a maioria parecia indiferente. O parlamentar da Califórnia, um ex-promotor federal, tem sido alvo regular de ataques de Trump e dos apoiadores republicanos de Trump no Congresso.

A equipe de advogados de Trump iniciou sua defesa no sábado, argumentando que os esforços dos democratas para remover o presidente do cargo estabeleceriam um precedente “muito, muito perigoso” em um ano eleitoral.

Fonte: Reuters e G1

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