Mundo

28 de dezembro de 2019 17:24

Venezuela pede que Brasil entregue militares retidos na fronteira

Exército do Brasil reteve 5 militares venezuelanos no dia 26 em uma reserva indígena em território brasileiro e conduziu a um interrogatório

↑ Nicolás Maduro (Foto: Reprodução)

O governo da Venezuela anunciou neste sábado (28/12) que ativou “trâmites diplomáticos” para solicitar ao Brasil a entrega de cinco militares “desertores” venezuelanos que foram retidos em Roraima e que supostamente estão envolvidos no ataque a uma base militar no sul do território venezuelano.

“Já começaram a ativar os trâmites diplomáticos necessários para solicitar e facilitar a entrega deste grupo de cidadãos envolvidos em fatos tão graves”, informou o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela.

“A Venezuela espera contar com uma maior colaboração por parte das autoridades do Brasil, como resultado da cooperação que deve imperar entre os Estados na luta contra o terrorismo e as ameaças à paz social”, diz o documento.

O Exército do Brasil reteve cinco militares venezuelanos na quinta-feira passada em uma reserva indígena em território brasileiro e os conduziu a um interrogatório para estabelecer as razões de sua presença no país.

A nota divulgada pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores indica que os militares estavam desarmados, não informa se foram detidos.

A Venezuela disse neste sábado que esses combatentes são “desertores” das Forças Armadas e responsáveis pelo ataque de 22 de dezembro contra uma instalação militar em Gran Sabana, que terminou com a morte de um oficial e o roubo de 120 fuzis e nove lança-granadas.

O governo de Nicolás Maduro acusou os governos de Colômbia, Peru, Equador e Brasil de “usar” os militares que abandonaram as Forças Armadas venezuelanas e procuram refúgio nesses países para “semear a violência, a destruição e a morte na Venezuela”. O governo brasileiro negou “qualquer participação no episódio” e ressaltou que “o Exército Brasileiro intensificou o patrulhamento na região da faixa da fronteira”.

Fonte: DW Brasil

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