Mundo

29 de outubro de 2019 15:13

No Iraque, manifestantes desafiam toque de recolher

Praça Tahrir, em Bagdá, está ocupada desde a quinta-feira (24); desde o início dos protestos, 240 pessoas morreram

↑ Membros de uma comunidade religiosa xiita pedem reformas em um protesto, em 29 de outubro de 2019 (Foto: AFP)

As autoridades do Iraque não conseguiram impor um toque de recolher noturno em Bagdá, onde os manifestantes permaneciam nas ruas nesta terça-feira (29), enquanto a cidade sagrada xiita de Kerbala tentava se recuperar de uma noite de violência.

Ao menos um manifestante morreu durante a noite em Kerbala, anunciou a Comissão Governamental de Direitos Humanos. Tiros foram ouvidos nas imediações da sede do Conselho Provincial da cidade, que fica 100 km ao sul de Bagdá.

Desde o início dos protestos, em 1 de outubro, 240 pessoas morreram e mais de 8.000 ficaram feridas, de acordo com um balanço oficial.

Em Bagdá, milhares de manifestantes caminhavam em direção a praça Tahrir nesta terça-feira (29), um espaço ocupado desde quinta-feira (24).

O movimento, que exige a “queda do regime”, ganhou força na segunda-feira (28) com a adesão de milhares de estudantes universitários e do ensino médio, que tomaram as ruas de Bagdá e de várias cidades do sul do país. Muitos deles seguiram para a praça Tahrir.

As autoridades anunciaram um toque de recolher de meia-noite às 6h, que os manifestantes desafiaram com buzinas e músicas reproduzidas em alto-falantes espalhados por toda a capital.

Desde segunda-feira (28), sindicatos de professores, de advogados e dentistas anunciaram paralisações e greves por tempo indeterminado. Além disso, as administrações de várias províncias do sul estavam bloqueadas por grevistas.

Fonte: AFP e G1

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