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13 de setembro de 2019 15:35

Partido Socialista lidera pesquisas em Portugal

Partido do atual governo tem aliança com duas agremiações da esquerda radical, mas pode negociar com o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN)

↑ O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, durante encontro de líderes da União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica, no dia 2 de julho (Foto: Reuters / Piroschka Van De Wouw)

O Partido Socialista, que governa Portugal, aumentou sua liderança em uma pesquisa de opinião, divulgada nesta sexta-feira (13) sobre as eleições parlamentares que acontecerão no país no dia 6 de outubro.

Em um outro levantamento, divulgado na semana passada, os socialistas também apareciam na frente, ainda que com uma maioria menos significativa.

O partido do primeiro-ministro António Costa recebeu 38,4% das intenções de voto no levantamento feito pela empresa Aximage, publicada pelo “Jornal Econômico”. Um leve alta, de 0,3 ponto percentual em relação à pesquisa anterior.

Outros resultados são semelhantes. O jornal “Negócios” previu que os socialistas terão 37,9% nas eleições.

O principal partido de oposição, os sociais democratas, tem 20,6% de intenção de votos.

Pelo sistema português de representação, uma maioria absoluta já foi atingida com 42% a 45% dos votos, mas alguns analistas dizem que esse parâmetro pode cair para 39% a 40%, devido a um distanciamento maior entre os dois principais partidos e o surgimento de um novo e relevante participante.

Se os socialistas não conseguirem uma maioria plena, então eles precisarão do apoio de outro partido para conseguir aprovar leis.

Eles chegaram ao poder em 2015 auxiliados por dois partidos mais à esquerda, os comunistas e o Bloco de Esquerda. Esses partidos tiveram, respectivamente, 10,2% e 5,4% das intenções de votos.

Portanto, com apenas um aliado, os socialistas conseguem garantir uma maioria, e analistas dizem que a deterioração das relações entre a esquerda mais radical e Costa pode fazer com que ele procure um novo parceiro: o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), que deve ficar com 4,9% dos votos.

Fonte: Reuters e G1

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