Mundo

5 de setembro de 2019 17:31

União Europeia lança base de dados judicial para lutar contra o terrorismo

Banco de dados não apenas coletará informações sobre suspeitos jihadistas, mas também de membros de grupos de extrema direita e extrema esquerda no Velho Continente

↑ Bombeiros italianos participam de um treinamento anti-terrorismo na estação Santa Lucia do metrô de Veneza (Foto: Manuel Silvestri / Reuters)

A agência europeia de cooperação judiciária Eurojust lançou nesta quinta-feira (5) um banco de dados compartilhado entre os países, visto como algo crucial para combater suspeitos de terrorismo e o crime organizado.

O registro antiterrorista, em operação a partir deste mês, oferecerá aos investigadores e promotores uma visão geral dos processos criminais contra suspeitos em outros países da União Europeia (UE) e outros parceiros, disse o diretor da Eurojust, Ladislav Hamran, em entrevista coletiva.

“Agora que os terroristas estão cada vez mais operando em redes transfronteiriças, a UE deve fazer o mesmo”, acrescentou Hamran.

A UE lançou as bases para a cooperação judicial em questões de dados em 2005, mas o projeto foi paralisado pela relutância de alguns órgãos nacionais em compartilhar informações.

Isso mudou em 2015 com os ataques jihadistas em Paris, seguidos por outros ataques em Bruxelas em 2016 e Barcelona, na Espanha, em 2017.

Bélgica, França, Alemanha e Espanha promoveram a criação do registro no ano passado.

Os suspeitos ligados, por exemplo, aos ataques em Paris em novembro de 2015 foram presos em outros países da UE, como a Bélgica, o que destaca a “dimensão multinacional” desses atos, disse Frederic Baab, da Eurojust.

O comissário europeu para a União de Segurança, Julian King, considerou que o registro pode ser uma “ferramenta crucial” para processar os combatentes jihadistas capturados ao voltar da Síria ou do Iraque.

A Eurojust disse que o banco de dados não apenas coletará informações sobre suspeitos jihadistas, mas também de membros de grupos de extrema direita e extrema esquerda na Europa.

Fonte: AFP e G1

Comentários

MAIS NO TH