Mundo

29 de agosto de 2019 18:00

Acusado de espionagem na China, australiano pede ajuda para voltar a seu país

Yang Hengjun é pesquisador e ativista pró-democracia e está detido no país desde janeiro

↑ A foto, não datada, mostra Yang Hengjun com a esposa, Yuan Xiaoliang. (Foto: AP)

O pesquisador australiano Yang Hengjun, que está detido na China desde janeiro sob acusações de espionagem, pediu ajuda na terça-feira (27) ao primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, para “voltar para casa o mais rápido possível”.

O pesquisador, que é ativista pró-democracia, fez o pedido em um comunicado divulgado por um funcionário consular, no qual também expressa gratidão aos funcionários australianos pelo trabalho em seu caso.

O governo chinês confirmou a detenção de Yang no mês passado, e anunciou formalmente sua prisão no dia 23 de agosto sob acusações de espionagem, crime que pode ser punido com longas penas de prisão.

O primeiro-ministro australiano afirmou que a sugestão de que Yang atuou como espião para a Austrália é “absolutamente falsa”.

“Defenderemos nosso cidadão e esperamos que seja tratado adequadamente, que os direitos humanos sejam respeitados”, completou Morrison.

Yang publicou nas redes sociais várias críticas ao governo chinês. Sua conta no Twitter tem mais de 125 mil seguidores.

O professor universitário, que tem dupla cidadania e é pesquisador visitante da Universidade Columbia, em Nova York, é o caso mais recente de uma série de cidadãos estrangeiros detidos na China por acusações de espionagem ou tentativa de roubo de segredos de Estado.

Dois canadenses, o ex-diplomata Michael Kovrig e o empresário Michael Spavor, foram detidos em dezembro.

A Austrália sempre se esforçou para evitar problemas com a China, mas a detenção de Yang aumenta a pressão da opinião pública sobre Canberra para que adote uma posição mais dura ante seu principal sócio comercial.

Muitos australianos se preocupam com a influência de Pequim em sua política interna, assim como com o crescente poderio militar chinês no Pacífico.

Fonte: AFP e G1

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