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24 de janeiro de 2019 08:43

Após Rússia, China também declara apoio a Maduro

País asiático manifestou nesta quinta-feira (24) oposição à interferência estrangeira nos assuntos venezuelanos e ratificou apoio ao governo e seus esforços para salvaguardar a soberania, a independência e a estabilidade nacional do país

↑ Hua Chunying (esq.), porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, disse em uma entrevista coletiva que Pequim é contrária a uma intervenção militar no país sul-americano e defende que a situação seja resolvida pacificamente, por meio de negociações e de acordo com a Constituição (Fotos: Reprodução)

A China manifestou nesta quinta-feira (24) oposição à interferência estrangeira nos assuntos venezuelanos, ratificou o apoio ao governo do presidente Nicolás Maduro e seus esforços para salvaguardar a soberania, a independência e a estabilidade nacional do país.

Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, disse em uma entrevista coletiva que Pequim é contrária a uma intervenção militar no país sul-americano e defende que a situação seja resolvida pacificamente, por meio de negociações e de acordo com a Constituição.

“A China espera que todas as partes na Venezuela resolvam suas diferenças políticas por meio do diálogo e da consulta, evitem conflitos violentos e restaurem a ordem normal de acordo com os interesses fundamentais do país e do povo”, disse ele.

Ao mesmo tempo, Hua rejeitou a interferência externa nos assuntos venezuelanos e desejou que a comunidade internacional crie condições favoráveis ​​para evitar essa prática.

Ele considerou que os Estados Unidos e a Venezuela são países importantes no Hemisfério Ocidental e que suas relações devem ser governadas com base no tratamento igual e no respeito mútuo.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores acrescentou que as sanções e a interferência em assuntos internos são mecanismos que apenas “tendem a complicar a situação e não contribuem para a resolução de problemas práticos”.

Com suas declarações, a China se junta a outros governos que apoiam a Venezuela após a tentativa de golpe promovida pelos Estados Unidos, reconhecendo a autoproclamação inconstitucional de Juan Guaidó como presidente interino.

Maduro anunciou a ruptura de relações diplomáticas com o país norte-americano como resultado desse fato.

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