Mundo

9 de dezembro de 2018 16:04

Mulheres migrantes encontram mais dificuldades para se integrar

Cerca de 35% das mulheres migrantes na União Europeia ficam fora do mercado de trabalho por razões familiares

↑ Mulheres migrantes têm mais dificuldade de se inserir no mercado de trabalho (Foto: Reuters / Adrees Latif)

As mulheres migrantes são muitas vezes deixadas de lado na integração em seus países de acolhimento, de acordo com um relatório da OCDE, publicado neste domingo (9) pela Comissão Europeia, que considera uma “questão de preocupação”.

Os países que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) têm 128 milhões de migrantes e a União Europeia (UE), com 58 milhões, representando 10% da população.

Durante a última década, o número aumentou em 28% na UE, onde dois terços dos imigrantes vêm de países fora da União, diz este relatório publicado na véspera da cúpula da ONU que deve aprovar o Pacto para Migrações em Marrakech.

“Em muitos países, alguns grupos vulneráveis de imigrantes, como os refugiados, podem levar, em média, 15 anos ou mais para alcançar uma taxa de emprego semelhante à dos nativos do país”, diz o comissário europeu para as migrações no preâmbulo do relatório Dimitris Avramopoulos e o Secretário Geral da OCDE, Angel Gurria.

“A inclusão de famílias migrantes, que têm muitas mulheres, também é motivo de preocupação”, acrescentam.

As mulheres migrantes que trabalham são menos do que as do país de acolhimento (57% contra 63% na UE). Algumas delas permanecem, sem escolha, fora do mercado de trabalho (uma em cinco dentro da UE), o que atribuem a razões familiares (35% para migrantes, comparado com um quarto das mulheres nascidas no país).

“A integração das mulheres deve concentrar muita atenção”, disse à AFP Jean-Christophe Dumont, chefe da seção “migração internacional” da OCDE, e apontou as “questões de longo prazo” que estão em jogo.

“A falta de integração pode ter um custo significativo em termos de produtividade e crescimento”, dizem Gurria e Avramapoulos, que também mencionam “os custos políticos, a instabilidade e, mais genericamente, o custo negativo para a coesão social”, que isso causa.

Fonte: AFP e G1

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