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25 de setembro de 2018 10:16

Greve geral contra governo Macri paralisa transportes e serviços

Bancos, comércios, escolas, universidades e repartições públicas foram fechados. Voos também foram cancelados.

↑ Greve geral na Argentina paralisa transporte público e deixa estações de metrô fechadas — Foto: Marcos Brindicci/Reuters

A quarta greve geral contra a política econômica do governo de Mauricio Macri, convocada pela principal central sindical da Argentina, paralisa transportes e serviços nesta terça-feira (25) no país.

A greve foi convocada no momento em que Macri está em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU e se reunir com investidores para tentar transmitir confiança.

Pelo menos 15 milhões de pessoas estão sendo afetadas pela paralisação, que afeta o funcionamento de ônibus, metrô e trens. Desde o final da tarde de ontem, as seis linhas do metrô de Buenos Aires estavam completamente paralisadas, aderindo a greve e não funcionarão novamente até amanhã, informa a agência EFE.

Nos aeroportos, empresas como Aerolíneas Argentinas e Latam já anunciaram o cancelamento de todos seus voos domésticos, por isso sugeriram aos clientes que reprogramem suas viagens. Não há transporte de caminhões, bancos, comércios, escolas, universidades e repartições públicas foram fechadas.

Nos hospitais públicos do país, devem funcionar os serviços mínimos para emergências. Os serviços de coleta de lixo e postos de combustível também serão afetados pela paralisação.

A paralisação, promovida pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), visa protestar contra os ajustes do governo em meio à crise que afeta o país pela desvalorização abrupta do peso argentino registrada desde o final de abril, a alta inflação (que deve superar 40% em 2018), e a queda da atividade econômica. Os líderes sindicais exigem reposição salarial e também rejeitam o acordo com o FMI.

Greve geral na Argentina provoca cancelamento de voos — Foto: Marcos Brindicci/ReutersGreve geral na Argentina provoca cancelamento de voos — Foto: Marcos Brindicci/Reuters

Greve geral na Argentina provoca cancelamento de voos — Foto: Marcos Brindicci/Reuters

O presidente argentino reiterou que este não é “um momento oportuno” para fazer uma nova greve, que segundo as estimativas terá um custo econômico de aproximadamente 31,6 bilhões de pesos argentinos (US$ 847,16 milhões), equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto.

A greve deve causar um prejuízo de US$ 850 milhões ao país, o equivalente a 0,2% do PIB, segundo o próprio governo. Na verdade, alguns setores começaram a greve já na segunda-feira (24)

Presidente da Argentina, Maurício Macri, e diretora geral do FMI, Christine Lagarde, durante jantar em Nova York. — Foto: Argentine Presidency/Handout via ReutersPresidente da Argentina, Maurício Macri, e diretora geral do FMI, Christine Lagarde, durante jantar em Nova York. — Foto: Argentine Presidency/Handout via Reuters

Presidente da Argentina, Maurício Macri, e diretora geral do FMI, Christine Lagarde, durante jantar em Nova York. — Foto: Argentine Presidency/Handout via Reuters

A expectativa é que até sexta-feira haja o anúncio de um novo acordo financeiro com o FMI. Em entrevista para a Bloomberg TV na segunda-feira (24), Macri disse que o país estava perto de atingir um acordo final com o FMI, e que havia “chance zero” de que a Argentina daria default em sua dívida externa no próximo ano.

Crise na Argentina

Pouco mais de dois anos depois de encerrar a disputa com os chamados “fundos abutres”, a Argentina se viu diante de um novo impasse financeiro. Com sua moeda despencando, o país subiu a taxa de juros ao maior patamar do mundo, consumiu boa parte de suas reservas em dólares, buscou ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e tentava buscar a confiança de investidores para evitar uma nova corrida cambial.

Em junho, o governo argentino assinou um acordo com o FMI de US$ 50 bilhões. A primeira parcela, de US$ 15 bilhões, foi liberada logo após a assinatura, enquanto os outros US$ 35 bilhões estavam previstos para ser liberados ao longo dos três anos de duração previstos para o acordo.

Fonte: G1

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