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20 de setembro de 2018 17:32

Filho de Pablo Escobar afirma que humanidade deve aprender a conviver com as drogas

Juan Pablo Escobar mudou nome para Sebastián Marroquín por questões de segurança e apresenta palestras nas quais fala sobre crimes do pai

↑ Sebastian Marroquin, filho do traficante colombiano Pablo Escobar, posa para fotos após uma palestra sobre seu pai e sua vida como o filho de Escobar para estudantes do ensino médio em San Salvador, El Salvador, em 2016 (Foto: Jose Cabezas / Reuters)

Filho do narcotraficante colombiano Pablo Escobar, Sebastián Marroquín afirmou nesta quinta-feira (20), em Roma, que a humanidade deve aprender a conviver com o problema das drogas e legalizá-las para evitar a violência.

“Temos que aprender a aceitar que vamos ter que conviver com este problema pelo resto de nossa existência”, afirmou Juan Pablo Escobar, que mudou de nome por segurança após a morte do pai.

Marroquín está em Roma para apresentar o espetáculo “Pablo Escobar, uma história que não deve se repetir”.

“A sociedade tem que saber que não vim glorificar a atividade ou a vida de meu pai em nenhum dos meus aspectos”, disse o filho de Escobar em entrevista coletiva.

O espetáculo é uma espécie de palestra na qual Marroquín conta aos espectadores sobre a vida e as ações de seu pai. Ele usa documentos inéditos, vídeos e fotos que não estão na internet, adotando uma perspectiva crítica e reflexiva.

“Acredito que é minha responsabilidade pessoal fazer um uso positivo, na medida do possível, desta história para convidar a sociedade a ter consciência das consequências de escolher este caminho de violência e destruição que meu pai escolheu”, ressaltou.

A intenção da apresentação é provocar no público uma reflexão para que eles avaliem as circunstâncias políticas que garantem o surgimento de pessoas como Pablo Escobar em todo o mundo.

Para Marroquín, a luta contra o narcotráfico fracassou. Por esse motivo, ele propõe que as drogas sejam legalizadas para acabar com as organizações criminosas que lucram com a venda ilegal.

“Sinto que podemos, mudando as regras do jogo, encontrar uma maneira de viver pacificamente com este problemas das drogas. Já são suficientes as vezes em que declaramos guerra às drogas”, afirmou.

“Acho que é o momento de declarar paz às drogas e aprender a conviver com esse problema. Com a educação como ferramenta fundamental para a formação de nossos jovens. Para manter no Estado o controle dessas substâncias, de uma grande quantidade de recursos que, por decreto, estão indo para mãos criminosas”, completou.

Marroquín afirmou que soube das atividades criminosas do pai quando tinha sete anos e contou como cresceu em um ambiente cheio de contradições, recebendo uma educação que não correspondia à vida que o pai levava na prática diária.

Apesar de ter uma opinião “cheia de doses de afeto” sobre o pai, Marroquín também afirmou que sabe que Escobar cometeu crimes repudiáveis.

Fonte: EFE e G1

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