Mundo

1 de setembro de 2018 20:06

Manifestantes pró e contra estrangeiros protestam no leste da Alemanha

Cidade de Chemnitz tem sido palco de várias manifestações contra os requerentes de asilo no país depois do assassinato de um alemão no último fim de semana

↑ Manifestantes participam de protesto organizado pela extrema-direita em Chemnitz, Alemanha, neste sábado (1) (Foto: John Macdougall / AFP)

Milhares de manifestantes saíram neste sábado (1) às ruas de Chemnitz, no leste da Alemanha, em duas passeatas diferentes, uma em repúdio e a outra em apoio à política migratória do governo de Angela Merkel.

Nenhum incidente importante havia sido registrado nesta mobilização, que acontecia sob forte esquema de segurança.

Há uma semana, esta cidade da Saxônia tem sido palco de várias manifestações e tornou-se o epicentro da mobilização contra os requerentes de asilo na Alemanha depois do assassinato de um alemão no último fim de semana. Um assassinato pelo qual a justiça prendeu um iraquiano e um sírio.

Cerca de 600 pessoas caminharam em passeata respondendo ao chamado de vários movimentos da direita radical, incluindo o partido Alternativa para a Alemanha (AFD) e o movimento anti-islã Pegida.

Em resposta, várias associações e partidos políticos progressistas, cerca de 3.500 pessoas, segundo a polícia, marcharam sob o lema “mais coração e menos ódio”.

“Nós não vamos deixar extremistas de direita destruir o nosso país e nossa democracia. Nem em Chemnitz, nem na Saxônia, ou em qualquer outro lugar na Alemanha. A nossa Constituição deve prevalecer. Devemos defendê-la. Agora!”, declarou um dos líderes dos Verdes, Cem Özdemir, em um tuite acompanhado por uma foto dele com vários manifestantes.

O governo, através do ministro das Relações Exteriores Heiko Maas, expressou apoio a esta mobilização.

“A Segunda Guerra Mundial começou 79 anos atrás. A Alemanha causou sofrimento inimaginável na Europa. Embora haja pessoas que desfilam novamente nas ruas fazendo a saudação nazista, o nosso passado histórico nos obriga a defender resolutamente a democracia”.

Fonte: AFP e G1

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