Mundo

19 de julho de 2018 21:57

Macron é alvo de críticas após assessor ser visto agredindo manifestante

Críticos de Macron disseram que incidente reforçou percepções de um presidente arrogante e fora de alcance

↑ Emmanuel Macron (Foto: Reprodução)

O presidente da França, Emmanuel Macron, foi alvo de críticas nesta quinta-feira após seu gabinete suspender brevemente um de seus assessores por agredir um manifestante no Dia 1º de Maio e se apresentar como um policial, mas não informar autoridades.

Críticos de Macron disseram que o incidente reforçou percepções de um presidente arrogante e fora de alcance, após controvérsias sobre gastos do governo em louças, uma piscina construída em um retiro presidencial e afirmações do presidente sobre os custos de programas sociais.

Um vídeo de uma manifestação do Dia 1º de Maio divulgado pelo jornal Le Monde mostrava um homem com um capacete policial e uma etiqueta de identificação arrastando uma mulher e então agredindo um manifestante. Ele foi posteriormente reconhecido como um membro da equipe presidencial francesa.

“O membro da equipe, Alexandre Benalla, havia recebido permissão para testemunhar as manifestações somente como um observador”, disse o porta-voz presidencial Bruno Roger-Petit em um comunicado em vídeo organizado às pressas.

“Claramente, ele foi além disto… Ele foi imediatamente convocado pelo chefe de gabinete do presidente e recebeu uma suspensão de 15 dias. Isto foi feito como uma punição por comportamento inaceitável”.

Em uma viagem ao sudoeste da França na quinta-feira, Macron se negou a responder perguntas de repórteres sobre a questão, dizendo somente em um vídeo publicado por um repórter do Le Figaro: “Eu não vim aqui para ver vocês. Eu vim para ver o Sr. Prefeito”.

A maneira que a Presidência lidou com o assunto foi condenada por partidos da oposição, que argumentaram que não somente a punição foi muito leniente, mas que o incidente deveria ter sido rapidamente encaminhado para autoridades judiciais.

“Este vídeo é chocante. Hoje nós temos o sentimento de que na comitiva de Macron as pessoas estão acima da lei”, disse Laurent Wauquiez, presidente dos conservadores Republicains, à rádio Europe 1.

Fonte: Reuters

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