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29 de maio de 2018 15:00

Buscas pelo voo MH370 são encerradas quatro anos após desaparecimento

Depois de retomada em janeiro, empresa americana conclui buscas no Oceano Índico por vestígios do avião desaparecido da Malaysia Airlines

↑ Um dos aviões da Malaysia Airlines, em imagem de arquivo (Foto: Tomasz Bartkowiak / Reuters)

Os esforços para localizar a aeronave desaparecida do voo MH370, da Malaysia Airlines, no Oceano Índico foram encerrados nesta terça-feira (29), depois que uma empresa privada americana contratada para continuar as buscas admitiu também não ter encontrado vestígios do Boeing 777.

A empresa Ocean Infinity, com sede no Texas, relatou que “buscou e coletou dados de alta qualidade de mais de 112 mil quilômetros quadrados de solo oceânico, superando condições e terrenos desafiadores”, mas sem encontrar algo. O executivo-chefe da Ocean Infinity, Oliver Plunkett, disse que a situação é “extremamente decepcionante”.

Em janeiro, a empresa americana assinara um acordo de 90 dias com o governo da Malásia para retomar a busca pela aeronave desaparecida – um ano após a busca oficial ter sido encerrada. O contrato, que garantia à Ocean Infinity 70 milhões de dólares apenas se encontrasse destroços ou as caixas pretas do voo MH370, chegou a ser prorrogado duas vezes.

O Boeing 777 da Malaysia Airlines desapareceu em março de 2014, durante um voo de rotina entre Kuala Lumpur e Pequim. Todas as 239 pessoas a bordo são consideradas mortas. Quatro anos depois, pouco se sabe sobre o que aconteceu com o avião ou aqueles a bordo.

Mistério e teorias

Várias teorias surgiram sobre o destino do MH370, incluindo um possível plano de suicídio do piloto Zaharie Ahmad Shad, o que foi descartado pelos investigadores. Outras teorias incluem que a aeronave foi sequestrada por um terrorista, ficou sem combustível, sofreu um ataque cibernético remoto ou foi abatida por uma organização militar desconhecida.

Os investigadores tiveram pouco material em mãos – vestígios de dados de que o avião da Malaysia Airlines deixou a cobertura de satélite e radar, e alguns fragmentos de destroços que caíram em ilhas no Oceano Índico.

A operação de busca original se concentrou no Mar da China Meridional. Posteriormente, a análise de dados revelou que o Boeing 777 executou uma virada inesperada para o oeste e depois para o sul. A Austrália então coordenou, em nome da Malásia, uma operação de busca que percorreu 120 mil quilômetros quadrados e custou 150 milhões de dólares. Essa operação foi encerrada em janeiro.

Esperança é a última que morre

O vice-primeiro-ministro da Austrália, Michael McCormack, disse nesta terça-feira que mantém a esperança de que a aeronave seja, um dia, encontrada. Ele descreveu as buscas de quatro anos como as maiores da história da aviação, que testaram os limites da tecnologia, bem como a capacidade dos especialistas e daqueles que trabalham no mar.

McCormack afirmou que novas buscas podem um dia ser feitas se surgirem novas tecnologias, mas que duvida que a Austrália participe de novos esforços de busca “no estágio atual”.

Enquanto isso, o novo governo da Malásia prometeu divulgar seu tão aguardado relatório sobre o desaparecimento do voo MH370. O ministro dos Transportes, Anthony Loke, disse que a publicação será em breve, sem especificar data.

Parentes das pessoas que estavam a bordo se queixaram de que a falta de evidências, aliada aos rumores e às teorias, agravou o trauma e seu luto. Um grupo que representa as famílias das vítimas, o Voice 370 (Voz 370), pediu transparência total dos investigadores da Malásia, depois de preocupações de detalhes do manifesto de carga estão sendo ocultados.

Fonte: DW e G1

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