Mundo

26 de fevereiro de 2018 16:29

Suprema Corte dos EUA rejeita recurso de Donald Trump sobre imigração

Magistrados se recusaram a julgar recurso do governo contra decisão de janeiro de juiz federal que bloqueou iniciativa de Trump

↑ O presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Reuters)

A Suprema Corte dos Estados Unidos impôs uma derrota ao presidente Donald Trump nesta segunda-feira, determinando que o governo mantenha as proteções que desejava encerrar a centenas de milhares de jovens imigrantes levados ilegalmente ao país quando crianças.

Os magistrados se recusaram a julgar um recurso do governo contra decisão de janeiro de um juiz federal que bloqueou a iniciativa de Trump de rescindir o programa que beneficia os imigrantes conhecidos como “Dreamers” (Sonhadores), implementado em 2012 por seu antecessor, o democrata Barack Obama.

As proteções começariam a ser retiradas a partir do início de março sob a iniciativa do republicano Trump, anunciada em setembro.

Sob o programa, cerca de 700.000 jovens adultos, na maioria hispânicos, são protegidos da deportação e recebem autorização para trabalhar por períodos de dois anos, que podem ser renovados. Até o momento o Congresso não aprovou qualquer legislação sobre o futuro dos “Dreamers”, incluindo um possível caminho para obter cidadania.

No mês passado, juiz federal de San Francisco William Alsup decidiu que o programa deveria permanecer em vigor enquanto o litígio sobre a legalidade da medida de Trump é resolvida, provocando o recurso incomum do governo diretamente à Suprema Corte, ignorando um tribunal federal de apelações.

Em um breve comunicado, os juízes da Suprema Corte não explicaram seus motivos para rejeitar o recurso, mas disseram que a apelação foi “negada sem prejuízo”, indicando que não consideraram o mérito da questão, que ainda precisa ser considerada por um tribunal inferior, o 9º Tribunal de Apelação dos EUA, em San Francisco.

A Suprema Corte também disse que espera que o tribunal inferior “proceda prontamente para decidir este caso”.

Fonte: Reuters

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