Mundo

13 de janeiro de 2018 00:32

Trump nega ter chamado Haiti e países africanos de ‘buracos de merda’

De acordo com Post, Trump teria questionado legisladores sobre "por que temos toda esta gente de países (que são um) buraco de merda vindo aqui?"

↑ Donald Trump (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (12) ter utilizado “uma linguagem dura” na sua conversa com senadores sobre a lei migratória, mas negou ter se referido a El Salvador, Haiti e a países africanos como “buracos de merda”.

“A linguagem utilizada por mim na reunião do DACA foi dura, mas essa não foi a linguagem empregada. O que foi realmente duro foi a extravagante proposta feita, um grande passo atrás para o DACA”, escreveu o presidente americano em sua conta do Twitter, ao comentar o Programa de Ação Diferida (DACA), que protege jovens imigrantes chegados aos EUA quando crianças.

Segundo informou quinta-feira (11) o jornal The Washington Post, Trump classificou El Salvador, Haiti e vários países africanos como “buracos de merda”, e sugeriu que preferiria receber nos Estados Unidos mais imigrantes da Noruega, o que provocou uma nova onda de indignação e acusações de racismo.

Em outra mensagem no Twitter, Trump reforçou que quer “um sistema migratório baseado no mérito e gente que ajudará a levar nosso país ao próximo nível”.

“Quero segurança para nossa gente. Quero deter a entrada em massa de drogas”, acrescentou Trump, reiterando assim a necessidade do muro fronteiriço com o México.

De acordo com o Post, que cita fontes presentes na reunião, Trump teria questionado os legisladores sobre “por que temos toda esta gente de países (que são um) buraco de merda vindo aqui?”.

O presidente americano teria reagido assim quando dois senadores lhe apresentaram um projeto de lei que outorgaria vistos a alguns dos cidadãos de países que foram retirados recentemente do programa de Status de Proteção Temporária (TPS), como El Salvador, Haiti, Nicarágua e Sudão.

Fonte: EFE

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