Mundo

23 de agosto de 2017 19:30

Chefe da polícia da Catalunha vira meme após dar ‘adeus’ a jornalista

Jornalista se levantou e saiu de coletiva de imprensa por conta do policial falar em catalão

Josep Lluís Trapero, chefe dos Mossos d'Esquadra, a polícia da Catalunha, virou meme nas redes sociais após dar um “adeus” a um jornalista que se levantou de uma coletiva de imprensa sobre os ataques em Barcelona e Cambrils porque ele falava em catalão. Na região autônoma, tanto o catalão como o castelhano são línguas oficiais.

Trapero respondia a uma pergunta, quando foi interrompido por um dos repórteres presentes que pediu para que ele falasse em espanhol. Trapero respondeu: “Se me fazem uma pergunta em catalão, respondo em catalão. E se me fazem em castelhano, respondo em castelhano”. Em seguida, alguns jornalistas reclamaram e um deles se levantou para deixar o local, no que Trapero afirmou: “Então está bom, então adeus”.

Diante da queixa de outros jornalistas, o conselheiro do Interior da Catalunha, Joaquim Forn, explicou que eles “não têm inconveniente em repetir a mesma resposta em castelhano”. “Na Catalunha há dois idiomas oficiais, e é importante”, acrescentou.

Nas coletivas de imprensa do governo de Barcelona e da Catalunha as autoridades costumam falar primeiro em catalão e, depois, repetem as mesmas informações em castelhano.

A frase “Bueno pues molt bé, pues adiós”, que tem palavras em catalão (“molt bé”) e em castelhano (“pues” e “adiós”), virou hashtag nas redes sociais e motivou até estampas de camisetas. Segundo a imprensa espanhola, a frase estava entre os trending topics do Twitter na tarde de segunda-feira. Os usuários catalães defenderam a atitude de Trapero.

A Catalunha, uma região rica e populosa, com 7,5 milhões de habitantes, abriga um movimento de independência há tempos, mas este ganhou força durante uma recessão recente em meio a clamores por maior autonomia. Sua economia representa cerca de um quinto da produção espanhola.

Partidos pró-independência, que controlam o Parlamento regional, insistem que a votação ocorrerá em 1º de outubro, embora o referendo enfrente a oposição veemente do governo central, que a considera ilegal.

Fonte: G1

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