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EUA diz que manterá esforços para reduzir emissões que causam efeito estufa

Segundo Tillerson, decisão de sair do acordo de Paris foi "política"

Por G1 02/06/2017 15h15
EUA diz que manterá esforços para reduzir emissões que causam efeito estufa
Reprodução - Foto: Assessoria

Os EUA manterão os esforços para reduzir as emissões causadoras de efeito estufa apesar da decisão do presidente Donald Trump de deixar o acordo do clima de Paris, disse nesta sexta-feira (2) o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson.

"Foi uma decisão de política e penso ser importante que todos reconheçam que os Estados Unidos têm um incrível histórico sobre reduzir emissões de gases de efeito estufa", disse Tillerson a jornalistas.

"Isso foi feito sem o acordo de Paris. Não acho que vamos mudar nossos esforços para reduzir emissões no futuro tampouco, de modo que espero que as pessoas tenham isso em perspectiva."

Tillerson, ex-presidente-executivo da Exxon Mobil, tinha defendido a permanência do EUA no acordo, de modo a conservarem uma posição na mesa internacional de negociações sobre como lidar com a mudança do clima.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris na quinta-feira (1º), argumentando que o atual documento traz desvantagens para o seu país e beneficia outras nações.

Empresas criticaram saída do acordo

Representantes de várias grandes empresas tecnológicas e indústrias americanas expressaram sua frustração com a decisão do presidente Donald Trump de sair do acordo de Paris.

"Decepcionado com a decisão de hoje sobre o acordo de Paris", escreveu o CEO da General Electric, Jeff Immelt. "A indústria deve agora liderar e não depender do governo", acrescentou.

A associação Information Technology Industry Council, que representa empresas do setor tecnológico, expressou sua "decepção" com a medida e assegurou que é "um passo atrás na liderança dos Estados Unidos no mundo", disse seu presidente, Dean Garfield.

"Apesar disso, mantém-se intacta a determinação da indústria da tecnologia de inovar e resolver a ameaça que representa a mudança climática e gerar oportunidades que criem empregos e façam crescer nossa economia", acrescentou.

As gigantes petroleiras ExxonMobil e Chevron reiteraram seu apoio ao acordo, enquanto a fabricante de automóveis General Motors indicou que a decisão da Casa Branca não desistirá de buscar soluções para enfrentar as mudanças climáticas.

"A GM não vacilará em seu compromisso com o meio ambiente e sua posição sobre as mudanças climáticas não mudou", indicou a companhia em um comunicado. "Acordos internacionais a parte, nos mantemos comprometidos em criar um ambiente melhor".

Melissa Ritchie, porta-voz da Chevron, disse que sua companhia "apoia continuar com o acordo de Paris, pois representa um primeiro passo rumo a um marco global".

"O acordo se alinha com a própria política da companhia sobre emissões de gás carbônico", acrescentou.

Além disso, o fundador da Tesla, Elon Musk, cumpriu a ameaça de deixar o conselho de empresários de Donald Trump depois que o presidente anunciou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima.