Mundo
Terroristas de atentado que matou crianças estavam vestidos de humanitários
Veículo que distribuía sacos de batatas fritas durante evacuação de cidade explodiu
O atentado contra um comboio de evacuação que deixou quase 130 mortos, a metade deles crianças, ocorrido no sábado (15) no noroeste da Síria, foi lançado por terroristas vestidos de trabalhadores humanitários, afirmaram nesta quinta-feira (20) autoridades da ONU.
"Alguém que dizia distribuir ajuda e atraindo a atenção das crianças provocou esta explosão horrível", declarou o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, durante uma coletiva de imprensa em Genebra.
Por enquanto, nenhum grupo reivindicou o ataque, registrado durante uma operação de evacuação de civis de Fua e Kafraya, duas localidades leais ao regime de Damasco e cercadas pelos rebeldes há dois anos.
O governo sírio acusou os rebeldes, que negaram, por sua vez, qualquer responsabilidade e condenaram o atentado.
Jan Egeland, que dirige na ONU o grupo de trabalho sobre a ajuda humanitária à Síria, também declarou que os terroristas se fizeram passar por cooperantes. "Não sabemos quem eram. O que sabemos é que estavam vestidos como trabalhadores humanitários", afirmou aos jornalistas.
Segundo testemunhas do atentado, um veículo que distribuía sacos de batatas fritas às crianças explodiu perto dos ônibus que transportavam os evacuados.
Em virtude de um acordo concluído entre o Catar, apoio dos rebeldes, e o Irã, aliado do regime, a população de Madaya e Zabadani, duas localidades rebeldes cercadas pelo exército sírio, e as de Fua e Kafraya, cercadas pelos rebeldes, devem ser evacuadas em várias fases.
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