Mundo

19 de fevereiro de 2017 14:06

Saúde mental de Trump vira tema de debate nos Estados Unidos

Grupo de especialistas questiona estabilidade emocional do presidente norte-americano

 Um numeroso grupo de especialistas em saúde mental está lançando a voz de alarme sobre a possibilidade de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha transtornos de personalidade, rompendo assim com uma norma ética de décadas que proíbe diagnosticar personalidades públicas sem consentimento.

Um grupo de 35 psicólogos, psiquiatras e trabalhadores sociais enviou nesta semana uma carta ao jornal “The New York Times” na qual expressavam sua preocupação com “a instabilidade emocional” de Trump, algo que, em sua opinião, o “incapacita para servir de maneira segura como presidente”.

“Suas palavras e seu comportamento sugerem uma profunda incapacidade para empatia. Indivíduos com este tipo de traço distorcem a realidade, para que se adapte a seu estado psicológico, e atacam os fatos e os que os transmitem, como jornalistas e cientistas”, assegura a carta.

Em novembro do ano passado, o psicólogo Nigel Barber declarou no jornal digital “Huffington Post” que Trump tem traços que apontam que sofre de transtorno de personalidade narcisista, o que lhe levaria a comportar-se com falta de empatia, grandiosidade, autoritarismo e necessidade de admiração constante.

A Associação Psicológica Americana (APA), que representa profissionais relacionados com a psicologia nos Estados Unidos, mantém desde 1973 a “Norma Goldwater”, pela qual pede a todos os psicólogos do país que não façam diagnósticos de personalidades públicas sem tratá-los pessoalmente ou sem seu consentimento.

A norma tem sua origem na campanha presidencial fracassada de 1964 do senador republicano Barry Goldwater, que foi tachado então de “paranoico” e “megalomaníaco” por psicólogos em artigo de uma revista.

Goldwater posteriormente processou a revista que publicou as opiniões e o escândalo obrigou a APA a emitir uma norma que vários psicólogos pediram este ano que seja deixada para trás para alertar dos perigos de ter Trump no Salão Oval.

 

 

Fonte: Terra

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