Mundo

29 de novembro de 2016 11:53

Órgão dos EUA registrou incidentes com avião que caiu na Colômbia

Britânico RJ-85, de 4 turbinas, teve pane hidráulica em 2005 em pouso

O órgão responsável pela investigação de acidentes aéreos nos EUA, no NTSB, registra em seu site apenas dois incidentes com a aeronave Avro RJ-85, o modelo da aeronave que caiu na Colômbia com o time do Chapecoense nesta madrugada de terça-feira (29), deixando mais de 70 mortos.

A aeronave, fabricada pela British Aerospace em parceria com a BAE Systems e a Avro International, tinha originalmente o nome British Aerospace 146 (BAe 146) e sofreu aperfeiçoamentos para se passar a usar as designações RJ a partir de 1992, com três tipos de modelos (RJ70, RJ85 e RJ100). Este modelo que caiu deixou de ser produzido em 2001.

Conforme o NTSB, houve dois casos de incidentes de pequeno porte envolvendo o RJ-85 registrados em 2005 e em 20213. O primeiro deles foi registrado em outubro de 2005 na cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, quando a aeronave pousava, houve problemas na pressão hidráulica, que levaram à entrada da pressão na cabine de comando e dentre os passageiros. Passageiros e tripulantes foram evacuados com poucos danos. O relatório final de investigação entendeu que havia um defeito de fabricação que resultou em fadiga no sistema de pressão hidráulica.

Outro problema constatado com este modelo ocorreu também no mês de outubro, mas em 2013, em Norwich, na Inglaterra. Sobre este incidente o site do NTSB não tem informações. É possível que haja outros acidentes envolvendo este modelo em outros países e cujas investigações não contaram com a participação da entidade de apuração norte-americana.

O avião que caiu na Colômbia tinha quatro turbinas de grande porte, produzida pela Textron Lycoming ALF 502R-5, e teve originalmente uso militar. Sempre há dois pilotos a bordo.

Com o nome original da aeronave, Bae-146, houve ao menos 22 incidentes e acidentes – dois deles foram fatais. Uma das tragédias deixou 4 mortos em outubro de 2006 em Stord-Sorstokke, na Noruega. Outras 43 pessoas morreram em um acidente do mesmo modelo em julho de 1987, em San Luís, na Califórnia.

'Falhas elétricas graves'

A aeronave da companhia boliviana LaMia que levava o time do Chapecoense, matrícula CP-2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. O chefe de Aviação Civil da Colômbia, Alfredo Bocanegra, afirmou que o piloto do avião do Chapecoense pediu para pousar em  Rionegro e que reportou ao controle de tráfego aéreo de Medellín que tinha “falhas elétricas graves”, segundo disse ele à Radio Caracol.

“O piloto reportou falhas elétricas graves à torre de controle do Aeroporto em Santa Cruz de La Sierra na Bolívia. A última comunicação com a torre de controle do aeroporto de Rionegro foi quando se deu a autorização para pousar”, disse ele.

O avião da LaMia prefixo CP-2933 que caiu com a delegação da Chapecoense, modelo Avro RJ85, é visto em foto de arquivo de setembro de 2015 em Norwich, na Inglaterra (Foto: Matt Varley/Reuters)

Alfredo Bocanegra, diretor da Agência de Aviação Civil da Colômbia, acompanhando o resgate na aeronave do Chapecoense (Foto: Aeronáutica Civil/reprodução)

Chovia e o tempo estava encoberto na hora da tragédia. O avião caiu a 30 km da pista onde pretendia pousar, informaram entidades aeronáuticas do Brasil na Colômbia.

A Força Aérea acompanha o caso e deverá participar da investigação, devido ao número de vítimas brasileiras. Aeronaves da Aeronáutica deverão ser colocadas à Colômbia buscar os corpos das vítimas.

Imagens divulgadas pelo site Flight Safety mostram que a aeronave deu duas voltas, como uma circunferência. no ar antes de seguir para La Caje. Estima-se que o piloto tentasse gastar combustível ou aguardar o pouso em La Caje.

Fonte: G1

Comentários

MAIS NO TH