Interior
Arapiraca deve produzir mais de 2 milhões de espigas de milho verde
Expectativa para produção de milho verde na região é de olho na chegada dos festejos juninos e sua grande demanda
Com a proximidade das festas juninas, cresce a procura por milho verde em Arapiraca e outras cidades do Agreste de Alagoas.
Nas feiras livres, a espiga já é comercializada ao preço de R$ 1. Nesse período, a conhecida “mão de milho”, o equivalente a 50 espigas, está sendo vendida a R$ 50. O valor é o mesmo do ano passado.
Nessa época do ano, os principais pontos de venda do milho verde é na Praça Lions, no bairro Brasília, e no Mercado Público Municipal, no bairro Cacimbas.
Segundo o engenheiro-agrônomo Josimar da Silva, da Secretaria de Desenvolvimento Rural de Arapiraca, a área plantada para o milho verde é de aproximadamente 60 hectares.
Ele adianta que a produção está concentrada, principalmente, nas comunidades rurais de Vila Bananeiras, Piauí, Bálsamo, Laranjal e Cangandu.
Ainda de acordo com o engenheiro-agrônomo, a expectativa dos agricultores é de colher entre 40 a 50 mil espigas por hectare. Esse quantitativo é o correspondente a 800 a 1 mil mãos de milho por hectare.
Com isso, a Capital do Agreste deve produzir mais de 2 milhões de espigas de milho verde. Josimar da Silva acredita que o preço deve permanecer o mesmo até os festejos juninos.
A mais tradicional festa do interior do Nordeste começa oficialmente no dia 12 de junho e se estenderá até o dia 29 de junho, com muitas comidas típicas, produzidas à base de milho, a exemplo da pamonha, canjica, milho cozido, assado, dança e outras atividades artísticas e culturais na cidade e no campo.
Importância
O milho é um pilar vital no Nordeste, essencial para a segurança alimentar, agricultura familiar e economia da região. Ele serve como base na nutrição humana, é o principal insumo para a pecuária local e possui forte apelo cultural, sendo o grande protagonista dos tradicionais festejos juninos.
A importância do grão na região desdobra-se nos seguintes pilares:
Sustento e Agricultura Familiar: Representa a principal forma de renda e subsistência para milhares de famílias de pequenos produtores, movimentando economias locais em toda a área do Semiárido e da Zona da Mata.
Alimentação Humana: Tem grande impacto na segurança alimentar, especialmente para populações de baixa renda. É base insubstituível na culinária regional, presente em pratos típicos como o cuscuz, a canjica e a pamonha.
Nutrição Animal: É o alicerce da cadeia produtiva local, atuando como o principal componente das rações para a avicultura, suinocultura e pecuária leiteira.
Cultura e Tradição: Mais do que alimento, o milho é o símbolo de fartura e o “coração” das festas de São João.
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