Interior

Julgamento de acusado por chacina que matou quatro jovens em Arapiraca é marcado para maio de 2026

Réu confesso e dois supostos cúmplices responderão por homicídios e ocultação de cadáver

Por Tribuna Hoje 16/04/2026 11h28
Julgamento de acusado por chacina que matou quatro jovens em Arapiraca é marcado para maio de 2026
Os corpos foram encontrados cerca de uma semana depois, dentro de uma cacimba, após familiares registrarem o desaparecimento - Foto: Reprodução

O escultor e empresário Regivaldo da Silva Santana será levado a julgamento no próximo dia 19 de maio de 2026, acusado de matar quatro jovens no município de Arapiraca, em abril de 2024. O caso será analisado pelo Tribunal do Júri da 5ª Vara da Comarca.

Além dele, também serão julgados Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima, apontados pelas investigações como cúmplices na ocultação dos corpos das vítimas.

De acordo com a decisão judicial, há indícios suficientes de autoria e materialidade para que os երեք acusados sejam submetidos a júri popular. Regivaldo responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, posse irregular de armas e crime ambiental.

Segundo as investigações, o próprio acusado confessou ter atirado contra as vítimas após uma discussão. O crime teria ocorrido no dia 13 de abril de 2024, quando os quatro jovens foram mortos com disparos na cabeça.

As vítimas foram identificadas como Letícia da Silva Santos, de 20 anos; Lucas da Silva Santos, de 15; Joselene de Souza Santos, de 17; e Erick Juan de Lima Silva, também de 20 anos. Os corpos foram encontrados cerca de uma semana depois, dentro de uma cacimba, após familiares registrarem o desaparecimento.

A apuração policial aponta que Wesley Santana, sobrinho do principal acusado, e Adriano Santos Lima teriam auxiliado na ocultação dos cadáveres. Ambos devem responder especificamente por esse crime.

As vítimas foram identificadas como Letícia da Silva Santos, de 20 anos; Lucas da Silva Santos, de 15; Joselene de Souza Santos, de 17; e Erick Juan de Lima Silva, também de 20 anos (Foto: Reprodução)



Na época dos fatos, Regivaldo possuía registro como CAC (colecionador, atirador e caçador). Durante buscas em sua residência, foram apreendidas diversas armas de fogo, munições e animais mantidos de forma irregular em cativeiro, o que resultou em acusações adicionais.

A motivação do crime, conforme a investigação, estaria relacionada a conflitos pessoais, envolvendo ciúmes e desentendimentos entre o acusado e as vítimas. Testemunhos indicam que discussões anteriores teriam intensificado a tensão entre os envolvidos.

O caso teve grande repercussão em Arapiraca e segue sendo acompanhado de perto pela população. O julgamento deve reunir testemunhas, provas periciais e os argumentos da acusação e da defesa na tentativa de esclarecer completamente a dinâmica do crime.