Interior

Moradores planejam instalar câmeras para flagrar animal que tem atacado criações

População quer colocar equipamento para identificar criatura misteriosa que está atacando animais em Porto Real do Colégio

Por Davi Salsa 18/03/2026 07h03
Moradores planejam instalar câmeras para flagrar animal que tem atacado criações
A morte dos coelhos chamou a atenção da população ribeirinha do estado de Alagoas mais uma vez; caso ocorreu em Porto Real do Colégio - Foto: Reprodução

Depois do misterioso ataque que matou cinco coelhos, no último final de semana, no quintal de uma casa, no Sítio Belém, na periferia da cidade ribeirinha de Porto Real do Colégio, a 170 km de Maceió, os moradores planejam instalar câmera de segurança para descobrir que tipo de animal atacou as criações.
Na madrugada do domingo (15), um animal desconhecido atacou e matou cinco coelhos na propriedade de uma senhora conhecida como Dona Biu. Moradores ouviram os latidos de cães na vizinhança e chegaram ao local e encontraram os animais mortos.

Um detalhe que chamou a atenção é que os coelhos não foram devorados e não havia presença de sangue no chão, o que aumentou o mistério envolvendo as mortes. Pegadas estranhas ficaram pelo terreno, mas não há indícios, até o momento, de que sejam marcas de patas de algum tipo de felino.
O mistério levanta várias hipóteses acerca do tipo de animal que estaria por trás do ataque, incluindo o lendário chupa-cabras.
Ao lado da residência onde aconteceu o ataque, um morador havia instalado uma câmera de segurança, que não estava funcionando na noite em que os coelhos foram mortos.

O cabo que interliga o sistema estava danificado e o proprietário da residência anunciou que vai comprar um novo cabo e contratar um técnico em eletrônica para reativar as câmeras e vigiar o local, no caso de um novo ataque do animal na vizinhança.
No início deste mês, a Tribuna esteve na área rural do município de São Brás, localizado a cerca de 10 quilômetros de Porto Real do Colégio.
No povoado Lagoa Comprida, na propriedade rural da família de Edmilton Miguel dos Santos, conhecido como Zitô, pelo menos dez animais — entre porcos, ovelhas e cachorros — foram encontrados mortos.

Além do povoado, os ataques com mortes de animais também foram registrados em outras comunidades rurais desde agosto do ano passado.
Três porcos, cinco ovelhas e dois cachorros morreram com ferimentos estranhos no pescoço, estômago e pernas. Em alguns casos, os donos das criações sequer ouviram barulhos ou latidos. Também há poucos rastros de sangue nos locais onde ocorreram os ataques.