Interior
Tremores são detectados em Arapiraca e Craíbas
Sismógrafo instalado em Arapiraca identificou três movimentações nos municípios
A recém-instalada Estação Sismológica de Arapiraca, uma parceria entre o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), já começou a apresentar resultados importantes para o monitoramento da atividade sísmica no Agreste alagoano.
Em menos de duas semanas de funcionamento, o equipamento registrou três tremores de terra, sendo um no município de Arapiraca e dois em Craíbas.
A instalação do equipamento amplia significativamente a capacidade de acompanhamento da atividade sísmica na região. Com a estação em funcionamento, dados como magnitude, localização do epicentro e profundidade dos tremores passam a ser registrados com maior precisão, contribuindo para o acompanhamento científico e técnico da atividade sísmica no Agreste.
O primeiro registro ocorreu no dia três de março, apenas dois dias após a instalação do equipamento, quando foi detectado um tremor de terra em Arapiraca com magnitude de 1.8 na Escala Richter.
Poucos dias depois, no dia seis de março, a estação identificou um segundo tremor, desta vez no município de Craíbas, com magnitude de 1.6. O registro mais recente ocorreu na quarta-feira (11) de março, quando foi detectado o terceiro tremor de terra, novamente em Craíbas, com magnitude de 1.8 na Escala Richter.
Apesar de apresentarem baixa magnitude, tremores dessa intensidade podem ser sentidos por pessoas que estejam próximas ao epicentro.
No entanto, em muitos casos, esses eventos passam despercebidos pela maior parte da população, principalmente quando o epicentro está distante do centro urbano.
Outro aspecto que chama atenção é que todos os tremores foram registrados por volta do meio-dia, horário em que geralmente ocorrem “detonações controladas” pela atividade de mineração no município de Craíbas.
Esse fator levanta a possibilidade de relação entre os registros sísmicos e as atividades de desmonte de rocha, algo que costuma ser monitorado por redes sismológicas para diferenciar eventos naturais de vibrações induzidas por atividades humanas.
O LabSis/UFRN é referência nacional no monitoramento da atividade sísmica no Brasil. A parceria com a Uneal vai permitir ampliar a cooperação científica, fortalecer o monitoramento regional e possibilitar análises mais detalhadas dos eventos registrados no Agreste alagoano.
Conforme matérias publicadas pela Tribuna, as pesquisas sobre a atividade sísmica na região vêm sendo desenvolvidas desde 2023, com estudos voltados à compreensão dos tremores registrados entre os municípios de Arapiraca e Craíbas.
Os trabalhos têm buscado analisar a distribuição espacial dos eventos, possíveis relações com estruturas geológicas existentes e também a influência de atividades antrópicas, como as detonações que ocorrem na Mineração Vale Verde (MVV).
Mais lidas
-
1Vem por aí!
BBB 26: dinâmica da semana sofre mudança após Jonas ‘levar vantagem’ no jogo
-
28º paredão
Quem sai do Big Brother Brasil 26? Enquete atualizada revela virada chocante após Sincerão
-
3'Personificação do karma'
Garota de Fora: Recomeço é a nova aposta de dorama de suspense na Netflix
-
4Quem sai?
Big Brother Brasil 26: enquete atualizada aponta rejeição de ex-favorito em 8º Paredão
-
5Alagoano
ASA 1 x 1 CRB: time regatiano é 1º penta e faz história



