Interior
MP inclui mãe e padrasto como réus em caso de abuso contra adolescente em Coruripe
Investigação começou após menina de 13 anos dar à luz; suspeita é de que responsáveis sabiam da situação
O que inicialmente seria apenas o registro do nascimento de um bebê em Coruripe acabou revelando um caso grave que levou à ampliação de uma investigação criminal. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) decidiu aditar a denúncia que apura abuso contra uma adolescente e incluiu a mãe e o padrasto da vítima entre os réus do processo.
A apuração começou em maio de 2025, após o nascimento da criança. A mãe do recém-nascido tinha apenas 13 anos, o que levantou suspeitas e motivou a abertura de inquérito.
Durante a investigação, foi constatado que a adolescente havia saído de casa aos 12 anos para morar com um homem de 30 anos, com quem engravidou.
Segundo o promotor de Justiça Leonardo Novaes Bastos, depoimentos e provas colhidas nas audiências indicam que a mãe e o padrasto tinham conhecimento do relacionamento. De acordo com o Ministério Público, há indícios de que eles chegaram a ajudar no aluguel da casa onde a menor vivia com o investigado.
Para o MPAL, essa conduta pode caracterizar participação na manutenção da situação que violava os direitos da adolescente. O promotor ressaltou ainda que a legislação brasileira estabelece que qualquer ato sexual envolvendo menores de 14 anos é considerado estupro de vulnerável, independentemente de consentimento.
O processo tramita em segredo de Justiça.
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